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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

TUTELA De EROS

                       

 TUTELA De EROS                         

O resgate do seu melhor
É deixar a  desordem na sala de espera
E sonhos desiludidos, voltarem,
Em uma logica que não se entende
Puros sem couraças, nus.
Tornamos  anfitriões  de nós
Amar na noite do inverno
Alta madrugada
Ninho rimando com vinho
Celebrando céu e inferno
para gozar a primavera
desjejum à távola do agregar
Por a mesa, projetar, construir
Doar-se ao que te penetra
Na graça que surpreende
Universo de tudo de bom
Que não se quer parar
Em processo, movimento, ação.
Faz da vontade arte
Cirandas da esperança
Concebe  boa parte
Tira-nos te todo pelejo
A ponto das avarias da alma
Mesmo nas caladas escuras
 A Lua dar sua benção
E humores de bom astral
Ilumina a aeróbica das ancas
Nas regiões dos desejos
Criam-se trilhas entre arrepios
E todo movimento transversal
Curvas que escorrem as aguas
O corpo cuidado com a mão
o principio é o caos
alegria de ser puro
E volta à aquele namoro
Na cabana de lençol,
Colherzinha na boca
Cachorro de baixo da cama
Quando não sentir o chão
Acredite não é louca
Só deu o intuitivo ao tesão

SÉRGIO CUMINO

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

MÃOS PEREGRINAS

MÃOS PEREGRINAS


Os dedos foram passear

Pelas veredas da virilha

Depois das cambalhotas

Apreciar a área ribeirinha

Há calor entre as gramas

Aquece o dedilhado solo

Quando patina por superfícies

Lisas e macias

Graça das sinuosas coxas

Brincadeira de criança

Anseio de menina

Que escorre pelo seu colo

Para descansar a palma

Dando-se quente

No mirante das ancas

Sobre proscênio das pernas,

Curvas e entradas

Do seu encanto

Os dedos se declararam

Foram arautos e intensos

Revelaram os segredos

Da linha do amor

Linha da vida

De viver o destino

Assinado com mágicos toques

Amor, dedo e vinho.

Unhas como bico da pena

As digitais como xilogravuras

Impressas a cada centímetro

Os pelos são testemunhas oculares

Levantaram e assistiram em pé

Nas trilhas da sensual figura

A marcha da pegada

Do toque e malicia

Na arte de ser doçura

E ondulações em frêmito

Desejo sobe a eclusa

Chega a secar os lábios

Ao mesmo tempo

Que as aguas minam

É o lábio que me quer

Com a vontade que me pede

E todo restante tremulo

Fez até o suspiro sorrir

Eleva o encanto de mulher

E o coração bate em cada lugar

Percussão sobe o percurso

O que te parecia carinho

O choque de elétrons

É o calor que congela,

E seu plexo, num calafrio extasiado.

E aconchegado com calor

Prenuncio do tesão aclamado

Sobre a tutela da arte do tato

E o amor do afago

Que lhe toma por inteira

Será sempre fênix que

Quando a toco se incendeia

Sedenta, nasce um novo.

SÉRGIO CUMINO

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

BELA QUE FAZ BRISAR

 
BELA QUE FAZ BRISAR
 
Tão linda, que perdi o discurso ensaiado·.
Cancela o compromisso do fim do túnel
Invisto meus sentidos nos dengos do futuro
Essa troca aquece a subjetividade do querer
 
Tão bela, que as palavras molham.
Sou toda fonte para saciar a sua sede
A boca que beija no incrível do suspiro
O encanto, esse sonho, delírio.
 
Tão linda, que revejo meus tratados.
Somos um todo sob signo do anel
A beleza, que alimenta o amor puro.
Até a sincronia deixa a duvida sem rumo
 
Tão Bela, que deixa o fogo inspirado.
E a sinergia se excita em ser
E o pensamento a se atrever   
A leva-la ao ninho nosso retiro
 
Tão linda, que parece pecado.
O tempo é o mesmo em estilo    
Escrita, cio, poesia e o réu.
Vivencias do querer noturno
 
Tão bela, olhos de mel.
Sabor do signo do café diurno
O bolo e o chantilly                
Fabricamos o biscoito fino
 
 
Tão linda, parece coisa do divino.
E aos encantos me declino
Tudo o que nos faz sentir
E já partilhamos ao léu
 
Tão bela, que reluz o viver.
Tempero com alecrim
E seja lua cheia ou sol a pino
Renascem os selvagens extintos
 
Tão linda, que a razão vira bruma··.
São vontades e seus acalentos
Corpos colados, macho e menino.
Menina flor delicia mulher
 
Tão linda, que erro passos coreografados·.
 O resto eloquência do instinto
Encanto, magia sob o véu.
Envolve como plumas
Tao linda que encanta bela.
SÉRGIO CUMINO

 

sábado, 10 de novembro de 2012

DELICIOSO PECADO DA GULA

DELICIOSO PECADO DA GULA

Que boca gostosa,


Que me leva a devaneios,

Coreografa meus pelos,

Na alegria dos arrepios

Engole-me enquanto me olha

Como seu macho dominado

Mesmo que involuntário

Retiro seu batom

Orquestramos o frisson

Com sua saliva a capela

Aguçar sua boca gulosa

E outros quereres mais,

Sem sim, sem não.

Faz secar meus lábios

E inspira minhas abstrações

Eclodem em suspiros gozosos

Faz o sentir viril

Elétrico como raio

Quente como vulcão

Encanto e a encantada

Minha relva é sua selva

Torna-me caça, e premio.

Declaro-me com pulsações

Desenha meu amor

Quando roça seu céu

Põe o êxtase em orbita

E todas as aventuranças

Vertebras em bossa

E os cabelos cachoeira

Que banha meu quadril

Cultiva meu cedro

Sorve-o como fruta madura

Com apetite felino

Faz-me doce de criança

SÉRGIO CUMINO

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

ESPELHO DA PAIXAO

 

ESPELHO DA PAIXAO


Olhos que revogam

O medo de ser

Ilumina meu bem querer

Adoçam o amargo

Inspiram pensamento

a abrir as cancelas

Destroem as mazelas

Comovem sem dizer por que,

Traduzem sentimentos

do jeito que os embola

por suas quimeras

Pelas veredas que vagueio

O olhar que sabe laçar


Ignora mundo lá fora

Dá-me rubor que tonteio

Selvagem como pantera

Magia lagoa encantada

Manda rancor embora

É nele que me perco

Mergulho me afogo

Onde tudo é emoção

Sonhos eu transformo

Pintados do seu jeito

Amendoados camaleoa

como doce verde e mel

que me tira o ar

revela desejada

Que da razão caçoa

Porque sentir é do coração


Faz o mundo parar

É um olhar que me despe

Pela visão enamorada

Atiça vontade louca


O corpo estremece

Pelo olhar da amada

Conduz todo tesão

Olhar de apaixonada



Não ha descrição

Se neles escorre lagrimas

A mim enternece

Eloquente diz a boca

O quanto ser beijada

SÉRGIO CUMINO

domingo, 28 de outubro de 2012

SINE QUA NON

SINE QUA NON

Cobra-me o sustento da esperança
cobra, mas cobra gostoso, cobra com arte
não cobre só os beijos mas qualidade de sentir
com todo o marketing de sua sensualidade
cobra com sinuosidade encantada da cobra
e busquemos o sagrado da criança
sem requintes, brindes ou esforço
não é uma promoção é emoção
e invade aquela vontade de servir
ser seu colo, seu porto
e encantos é o que tem de sobra
e a beleza do profundo faz mergulhar
em si, no Olorum e  no outro
o frisson de escorregar no tobogã dos sentidos
da um medo, um friozinho e tesão
e a total entrega ao fluir
sem amarras, roupas, tudo solto
brandura do querer que se desdobra
se multiplica com a intensidade
E que não sabe explicar
e fica mole com o toque da mão
e toda sedução que não pode escapar
sua mais pura essência, é alarde
seus calores que querem namorar
vivenciamos a satisfação
damos sentido a vaidade
o movimento e a manobra
folhas sagradas tira o ruim
e seus carinhos me deixam assim
eu venço meu covarde
com pensamentos a variar
Quando for cobrar, já foi tarde
Porque já estamos a navegar
SÉRGIO CUMINO 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

POÉTICAS DA VIDA


POÉTICAS  DA VIDA

A vida quando descrita
Pela cadencia dos versos

E posto frente a frente
Os conflitos da dialética
A liberta de comportas
Exala vida na natureza morta
É o Oasis do seu deserto
Não são feitos biográficos
Ou listas de relatos
Mas quando a leitura revela
Seus segredos são invadidos
Poeticamente previstos
pensa que lê, mas é lido.
Não importa o recato, seu intimo voa.
Sem reservas ou suspense
Inconsciente que já era vivo
Iludia-se por si, e estava dormindo.
Vê-se o novo em velhas rimas
excelência de palavras videntes
Seu querer no coração do etéreo
E musicalidade em sua sina
é pessoa nas palavras do Pessoa
Descobre que seu mundo é o mundo
O todo pela ótica de sua rua
Seu universo contado em verso
Assim com as duvidas e certezas
Os desejos e suas máximas
Formais, de nada vale suas vestes.
A intensidade dos verbos a deixa nua
Até os mais singelos confessos
Que em sua caixa trazia
Aqueles que o silencio disse a lua
Sem mesmo sussurrar
Surpreende-se, ela já sabia.
Pela gazeta das estrelas
Pelos murais das galáxias
Seu jeito de amar
Já era delineada nas poesias
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ