TOCADOS E BOCADOS
Que minha poesia afague
E a esperança não tarde
Que surja num crepúsculo
Sob a beleza dos tons
Num gozo vespertino
Sinto-me aquele menino
Que espera a lua
Para confissão
Quando falava do beijo molhado
Foi como que num susto
Acende o luar no coração
E suas batidas avant-garde
Bombeiam as ousadias
E pele de textura macia
É o palco do amor trocado
Olhar projeta esperança
Misturada ao sorriso criança
Afirma que nada é em vão
Descobre trilhas ao amor
Mesmo pareça uma charge
De inventos a reveria
E cada dia um sabor
E outros bocados
em muitas bocadas
Que dão muito calor
SÉRGIO CUMINO






