JUIZ LADRÃO
Noz faz pisar em ovos
Com angustia entalada
Pelo manto aprumado
Sob a mancha ilícita
Era peruca postiça
e gera desconfiança
complexo de Édipo
Deixa-me perplexo
Cego por decepção
ao que lia como reto
ficou esperança em vão
o mundo é dos justos
a vida uma utopia
Rumos julgados
Por júri trapaceiro
Quem diria que assim
Nasce o sentenciado
Pela mão direita
golpista magistrado
traz para si a balança
e para outras panças
aqueles que deve favor
uma coisa é fato
é juiz premiado
todos querem embusteiro
desse calibre ao lado
Bem cotado no mercado
O Jurado vendido
Do golpe globalizado
Ao grupo de interesses
Empenhos ajustados
Ao aforismo anverso
Impudor vertical
Sem crase a Constituição
Censura o horizonte
Legado tortuoso
Acreditava nesse mote
e levou sem pestanejar
o sonho a retidão.
Probidade sincrética
Da Toga e o tapeador,
Ignora qualquer moção
Que bradam. Juiz Ladrão!
SERGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO 803








