ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

REDENÇÃO MEDIADA


REDENÇÃO MEDIADA


Novos ares que aspira
Afrouxa o que oprimia
Dilatou o tônus da raiva
É a faísca de  presente
a virtude se fez cadente
assim com prudência
em seus medos adentra
A presença do amor
Nas penumbras de cada alma
Agora irrigada; melhor a pele
Que desfere feridas
Como cura sagradas
Carcaça que relaxou
De tantas tensas paradas
Signos e os fluxos fluviais
Fé nas mães de mares
Força  das mães de maio
Assim como os sábios
Por ações não vangloriam
Com seus dons de mediador
O amor a paz o faz redentor
Retenção dos náufragos
Perdão aos obstáculos
E receba sem discriminação
É de todos  a navegação
Dessa vida não precisa
Onde as carências
A fome e suas estéticas
são mais poéticas
Que toda sua poesia
Alvos fracos do universo
É uma constelação de anseios
Quando se conjuga o dar
Afirma seu modo genital
Céu que esta em voz
Paradoxo do tempo
Porem esta alem
do que imagina ser
quais forem os padrões
que impediam de acender

SÉRGIO CUMINO – poetiza-se na Cultura da Paz

ANJO PERDIDO


ANJO  PERDIDO

Não deprecie  sua luz
Somos fulgor e sua ausência
O senso e contra censo  
Dedo que desliga interruptor
Desafio a percepção
Vem de si, é quem produz
Seu Buda, seu cristo, orisá
Esta nas suas células
é cultura molecular
Algum nuance percorre
Como se quisesse te avisar
Da a palavra generosa
Construída na intuição
Luzente adentre
Pronuncia etérea
ao ar que respira
de olhos estatelados
absorto com sistema
que afundam o sistema
são preceitos abjetos
e difere de cada agora
 algoritmos e seu duplo
fechadura de cada chave
que reserva o destino
que pode chamar de seu
saberá ser reluzente
quando entender o inferno
persuasão cética de um ateu.

SÉRGIO CUMINO – Poetiza-se na Cultura  da Paz.

domingo, 8 de setembro de 2019

PALMAS A REFLORESCER


PALMAS A REFLORESCER


Mãos abertas a doar
Interagi com o universo
Propósitos ilimitados
Poesia da satisfação
Transborda a xícara vazia
Que encheu com amor
As mãos que recebem
Abraça a conexão
Alavanca a convicção
Movimento da generosidade
Alem do bucólico prazer
o que por vir florescer
Somando a força e o apego
Da graça ao metabolismo
Fotossíntese a sua pele
arrepio anuncia pelos
instigados erguidos
quando o amor roga
além das normativas
é o poder curativo
mediador das relações
semelhança sistêmicas
afere as interesseiras
de egoísmo obsoletos
cada passo doado
gera horizonte novo
uma vereda constelar
o afago de irmão
Construído no amigo
Restaurado no perdão
espécie de cordão de umbigo
faz do universo, dimensão
Por sua mão um novo sentido
Sentidos se dão as mãos
Esperança em ebulição
Autoflagelo se rende
Ao caminho pedido
Que a corrente atende
Movimento recoloca
Nessa caminhada cíclica
Outros sentidos e tréguas
Experiências a jornada;

SÉRGIO CUMINO – Poetiza-se na Cultura da Paz

MALES DO PECADO AUTORAL



MALES DO PECADO AUTORAL

Todo Pecado inventado
Ilustra  o recalque
O caminho interdita
Pensamento constrange
Induzido ao padrão
Religiosidade do pecador
E suas ações precipitadas
Ignora isca e a rede
sabedoria de pescador
E inicio de pronto parado
Seu mal constituído
Reflexões sentidas
De um pecado autoral
Autocensura obtida
Supremacia contra tentação
Corpo e seus delitos
Em falta com Deus
Labor  vistas turvas
Todo medo e ódio
Que renegam a vida
Intuição e seus princípios
E o desejo crucificado
Pelo tribunal adultero
Reparta num lago parado
O barco de gêneros
Patrono do diabo
Como conto de fadas
O defende da moral
E suas vaidades
Cultuam a subserviência
Poder curativo
E o purgativo do Estado
Mantém como propriedade
Delinqüência Blindada
Semelhança expressada
Cólera  é a sombra
Silhueta de tipos
de um quadro em cores
não esconde  as frases
da língua do corpo
de boca seca de vontades
tem como água fresca
gosto as autenticidades
ressuscita princípios
o liberta dos vícios
Amor e Paz suas beldades;
SÉRGIO CUMINO – Poetiza-se na Cultura da Paz

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

GRITO DOS EXCLUÍDOS


GRITO DOS EXCLUÍDOS


Grito engasgado
Vassalo dos gritos
Ruído arranhado
Grito chibatado
Mesmo que enforcado
Nas praças e palácios
Comunidades e senzalas
Mandos da casa grande
Da boca Branca
Uma falange nobre
Não se escreve que fala
Dentes de ouro
De garimpo escravo
Grito musicado
Melódico desafinado
O discurso pobre
Um grito despojado
De instrumentos diversos
De pouca prosa
Grito do despejado
Grito papo reto
rugido dos acabrunhados
Grito do não ouvido
Intervenção do invisível
Na deficiência do Estado
Para que sejam vistos
E direitos escutados
Um grito do estomago
Com a palavra fome
Grito aposentado
Um grito pela providencia
Outro pela previdência
Acuado sem beneficio
Que alem de enxergado
Arriscando–se ao injusto
atendam o escutado
Vai alem do percebido
Subverte as pautas objetivas
Um urro maculado
Quando hesitas no subjetivo
Tantas pautas em seus alaridos
Difícil elencar o pódio
Uma orquestra de motivos
Réquiem dos  resquícios
Dos gritos magoados
Um quarto de século
Gritos a capela
Contra ideologia do ódio
Desse quarto apertado
Grito de liberdade
Põe o grito em evidencia
A boca sua janela
Num berro efêmero
Cabem tantos gritos
Negro, florestas e gêneros
O grito da independência
Adágio dos reprimidos
Interpretado como atrevido
Pelo fato de bradar o obvio
Arrebatem esses ingratos
Evidencie suas carências
Clama os magistrados
Abatam ruídos subversivos
Com suas próprias foices
E ferramentas de trabalho
Gritem até o ultimo individuo
Ate ecoar no paraíso
SÉRGIO CUMINO – Poetiza-se na cultura da paz

terça-feira, 3 de setembro de 2019

ÓDIO O ÓPIO DO POVO

ÓDIO O ÓPIO DO POVO

Não há nada mais cego que o ódio
Que age com força imprópria
Apropriada para negócios alheios
Surrupiam mentes como sombras
Que vagueiam em áreas escuras
Passo ante passo sem piso tátil
O vulto que entende como espelho
Alimenta-se das regiões impuras
O combustível daqueles abjetos
Que fazem dessa massa objeto
Tem como fim o extermínio proposto
Iludem que Deus esteja convosco
A ponto de tornar nefasto em lisura
Manobrado como vassalo ao ardil
Sua insegurança é fecho da bomba
Sua explosão é preposto da retaliação
Que por traz há mãos cínicas
Justifica sua fúria como bíblica
E não percebe sequer implica
Mente levada ao culto pretérito
Aspira  que querem que inspira
Acido escorre e faz com que grite
Vomite , implique e tudo justifica
O aliena a conjuntura do seu ópio
E desconhece o seu próximo
Corredeira insana que tromba
Um oprimido se sentindo pleno
Escravo que introjeta  seu senhor
Faz do igual um produto marginal
A uma negação de si próprio
Endente mulheres como cadelas
A válvula de todo feminicídio
E instrumento de todo pavor
Decepa ideologia de gênero
Desde remota infância
Seu santuário é discriminar
Renega ancestralidades
Aliciado  presumi ser milícia
Reprime qualquer forma de amar
Protege donos de propriedade
Capitão do mato dessas mazelas
Sente-se diferente do seu par pobre
Compulsivo a todo regresso
Arauto do absurdo como verdade
Alivia sua tensão com destruição
Sem trégua rege esse óbvio
É um suicidado emblemático
Punhal que atravessa peles mestiças
E toda lisura de outras raças
Afiado pelo seu instinto de morte
Subterrâneo escárnio humano.

SÉRGIO CUMINO – Poetiza-se com a Cultura da Paz

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

SUSSURROS A CAPELA



SUSSURROS A CAPELA

Quantas formas se revelam
Através desse poema vivido
Que caminha por  veredas
De um  querer excepcional
cresce por um amor regido
pautas, parágrafos, capítulos
e o clímax de cada episodio
que faz do ódio da herança
imprimido pelas mazelas
em paz de novas esperanças
e passamos juntos cada prova
que nos é imposto como desafio
soltamos o lamento no tempo
sabemos  independe do desatino
somos novos em cada ciclo
 rebelamo-nos apaixonados
acordamos ao mesmo tempo
todos desejos íntimos
e a vontade que trançam pernas
com rubor me torna menino
com graça se revela mulher
e  o lúdico conduz a paixão
a desmontar as couraças
soltamos suspiros alados
lado a lado, colados
meu peito torna aconchego
e sussurros a capela
adequamos o roçar dos corpos
a coreografia repleta
ousamos, experimentamos
conjugamos verbo amar
La fora tudo vira quirela
E vemos que nossa fábula  
Até mesmo as novenas
Valeram a pena
Porque o espírito irrestrito
Poetiza nossas almas
De mãos dadas seguimos
Em compassos de toda ordem
Entre passos e laços
Presenteados a cada faze
Novo transforma o conjunto
Assim construímos nosso mundo

SÉRGIO CUMINO -  Poetiza-se na Cultura da Paz

domingo, 25 de agosto de 2019

INGRESSO É CONSTELAR


INGRESSO É CONSTELAR

Despertemos dessa nulidade
Que deprecia toda estima
resgata o mapa dos sonhos
Lá onde encontra seu tesouro
Claridade do sol e poesia das flores
E a dança da flora e fauna
sob a musica dos rios
Arranjos nos esvoaçar
dos pássaros e das nuvens
que passam em silencio
ardil ao capacitismo
para fantasiar suas formas
Chegou a hora, de encarar
 E sair dessa gaiola
Identificar as arapucas
Dissimuladas nas rotinas
Angustia se faz notar
Que o corpo social
epidemia emocional
que outrora espera
hoje sua cancela
acenda cigarro sem marca
tanto quanto se submete
até que fura e rasga
foge em plasma
não contenha o facho
a oportunidade cadente
e ornamenta seus desejos
obstrui seus tormentos
tempestades em marola
ilumine-se sem formas
essa resenha com a vida
ser o esclarecer da aldeia
vislumbrar a criança
a toda espécie humana
nunca como negocio
fere a alma do educador.
 sistêmico no  olhar
faz o amor constelar
dando sentido ao sentir
Plenitude do incremento
A bioenergética abraça
As novas visões do que opõe
E tudo que se completam
Onde se instala o perigo
E exigências do sacrifício
A tirar algemas da alma
E sorrir o sorriso nato
Não as nuances de suas estimas
Galerias  comportam cada porta
O que importa a quem reporta
Subverte o portar padrão.
Saberá qual  portal a
Que aporta na constelação.

SÉRGIO CUMINO – POETIZE-SE NA CULTURA DA PAZ

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

CAMUFLARAM


CAMUFLARAM


A peste que adoeceu a vida
No arcabouço do corpo social
Monitorizou sua emoção
Com as oscilações monetárias   
E irracionalidade política
Associados da supressão
Suspeita que algo vai mal
Acolhimento da perfeita lógica
Sistema desigual de conta exata
Subjuga o orgasmo
E o atribui ao carma
Vai de Pátria a Pária
em tons noturno de cinza
os ventos pintam ares
Em Luto a natureza morta
Evasivos ao primordial
Tolher do Suprimento
Do justo e discernimento
Pelas iguarias do capital
Tragédia preparada no bafo
As milícias temperam os crimes
E o que for a custa das misérias
Tudo junto e contaminado
No quadro do mesmo escândalo
Expostos na galeria do fatos
E suas resenhas do absurdo
Lamúria fonética  estruturada
Como  berrante que conduz o gado
O mais devastador da peste
Tornar ciente que adoece a espécie  
Gera uma erupção cognitiva
Leva órgãos a paralisia
Convocada o agrave geral
Para que não se consolide greve
Deguste aquele  respirar
A vida vivida
 Exageram na mais valia
a indulgencia asfixiam
destrutiva vida anulada.

SÉRGIO CUMINO – POETIZE-SE À CULTURA DA PAZ