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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

BELA QUE FAZ BRISAR

 
BELA QUE FAZ BRISAR
 
Tão linda, que perdi o discurso ensaiado·.
Cancela o compromisso do fim do túnel
Invisto meus sentidos nos dengos do futuro
Essa troca aquece a subjetividade do querer
 
Tão bela, que as palavras molham.
Sou toda fonte para saciar a sua sede
A boca que beija no incrível do suspiro
O encanto, esse sonho, delírio.
 
Tão linda, que revejo meus tratados.
Somos um todo sob signo do anel
A beleza, que alimenta o amor puro.
Até a sincronia deixa a duvida sem rumo
 
Tão Bela, que deixa o fogo inspirado.
E a sinergia se excita em ser
E o pensamento a se atrever   
A leva-la ao ninho nosso retiro
 
Tão linda, que parece pecado.
O tempo é o mesmo em estilo    
Escrita, cio, poesia e o réu.
Vivencias do querer noturno
 
Tão bela, olhos de mel.
Sabor do signo do café diurno
O bolo e o chantilly                
Fabricamos o biscoito fino
 
 
Tão linda, parece coisa do divino.
E aos encantos me declino
Tudo o que nos faz sentir
E já partilhamos ao léu
 
Tão bela, que reluz o viver.
Tempero com alecrim
E seja lua cheia ou sol a pino
Renascem os selvagens extintos
 
Tão linda, que a razão vira bruma··.
São vontades e seus acalentos
Corpos colados, macho e menino.
Menina flor delicia mulher
 
Tão linda, que erro passos coreografados·.
 O resto eloquência do instinto
Encanto, magia sob o véu.
Envolve como plumas
Tao linda que encanta bela.
SÉRGIO CUMINO

 

sábado, 10 de novembro de 2012

DELICIOSO PECADO DA GULA

DELICIOSO PECADO DA GULA

Que boca gostosa,


Que me leva a devaneios,

Coreografa meus pelos,

Na alegria dos arrepios

Engole-me enquanto me olha

Como seu macho dominado

Mesmo que involuntário

Retiro seu batom

Orquestramos o frisson

Com sua saliva a capela

Aguçar sua boca gulosa

E outros quereres mais,

Sem sim, sem não.

Faz secar meus lábios

E inspira minhas abstrações

Eclodem em suspiros gozosos

Faz o sentir viril

Elétrico como raio

Quente como vulcão

Encanto e a encantada

Minha relva é sua selva

Torna-me caça, e premio.

Declaro-me com pulsações

Desenha meu amor

Quando roça seu céu

Põe o êxtase em orbita

E todas as aventuranças

Vertebras em bossa

E os cabelos cachoeira

Que banha meu quadril

Cultiva meu cedro

Sorve-o como fruta madura

Com apetite felino

Faz-me doce de criança

SÉRGIO CUMINO

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

ESPELHO DA PAIXAO

 

ESPELHO DA PAIXAO


Olhos que revogam

O medo de ser

Ilumina meu bem querer

Adoçam o amargo

Inspiram pensamento

a abrir as cancelas

Destroem as mazelas

Comovem sem dizer por que,

Traduzem sentimentos

do jeito que os embola

por suas quimeras

Pelas veredas que vagueio

O olhar que sabe laçar


Ignora mundo lá fora

Dá-me rubor que tonteio

Selvagem como pantera

Magia lagoa encantada

Manda rancor embora

É nele que me perco

Mergulho me afogo

Onde tudo é emoção

Sonhos eu transformo

Pintados do seu jeito

Amendoados camaleoa

como doce verde e mel

que me tira o ar

revela desejada

Que da razão caçoa

Porque sentir é do coração


Faz o mundo parar

É um olhar que me despe

Pela visão enamorada

Atiça vontade louca


O corpo estremece

Pelo olhar da amada

Conduz todo tesão

Olhar de apaixonada



Não ha descrição

Se neles escorre lagrimas

A mim enternece

Eloquente diz a boca

O quanto ser beijada

SÉRGIO CUMINO

domingo, 28 de outubro de 2012

SINE QUA NON

SINE QUA NON

Cobra-me o sustento da esperança
cobra, mas cobra gostoso, cobra com arte
não cobre só os beijos mas qualidade de sentir
com todo o marketing de sua sensualidade
cobra com sinuosidade encantada da cobra
e busquemos o sagrado da criança
sem requintes, brindes ou esforço
não é uma promoção é emoção
e invade aquela vontade de servir
ser seu colo, seu porto
e encantos é o que tem de sobra
e a beleza do profundo faz mergulhar
em si, no Olorum e  no outro
o frisson de escorregar no tobogã dos sentidos
da um medo, um friozinho e tesão
e a total entrega ao fluir
sem amarras, roupas, tudo solto
brandura do querer que se desdobra
se multiplica com a intensidade
E que não sabe explicar
e fica mole com o toque da mão
e toda sedução que não pode escapar
sua mais pura essência, é alarde
seus calores que querem namorar
vivenciamos a satisfação
damos sentido a vaidade
o movimento e a manobra
folhas sagradas tira o ruim
e seus carinhos me deixam assim
eu venço meu covarde
com pensamentos a variar
Quando for cobrar, já foi tarde
Porque já estamos a navegar
SÉRGIO CUMINO 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

POÉTICAS DA VIDA


POÉTICAS  DA VIDA

A vida quando descrita
Pela cadencia dos versos

E posto frente a frente
Os conflitos da dialética
A liberta de comportas
Exala vida na natureza morta
É o Oasis do seu deserto
Não são feitos biográficos
Ou listas de relatos
Mas quando a leitura revela
Seus segredos são invadidos
Poeticamente previstos
pensa que lê, mas é lido.
Não importa o recato, seu intimo voa.
Sem reservas ou suspense
Inconsciente que já era vivo
Iludia-se por si, e estava dormindo.
Vê-se o novo em velhas rimas
excelência de palavras videntes
Seu querer no coração do etéreo
E musicalidade em sua sina
é pessoa nas palavras do Pessoa
Descobre que seu mundo é o mundo
O todo pela ótica de sua rua
Seu universo contado em verso
Assim com as duvidas e certezas
Os desejos e suas máximas
Formais, de nada vale suas vestes.
A intensidade dos verbos a deixa nua
Até os mais singelos confessos
Que em sua caixa trazia
Aqueles que o silencio disse a lua
Sem mesmo sussurrar
Surpreende-se, ela já sabia.
Pela gazeta das estrelas
Pelos murais das galáxias
Seu jeito de amar
Já era delineada nas poesias
SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ

terça-feira, 9 de outubro de 2012

DIFERENÇAS DE OUTRORA

 
DIFERENÇAS DE OUTRORA
Uma coisa eu descobri agora
Excita também meus projetos
Levita minhas duvidas
E deixa meu juízo de fora
Livre na primeira estancia
 Para ciranda das epopeias
E a reflexões de uma Lady
De como cuida do seu homem
E o passo a passo a rua
Mulher assim que te respiro
Ilumina a minha sapiência
Nossos quereres absorvem
Banha as corredeiras da mente
Florescendo novas ideias
Manda pessimismo embora
Sem dores na consciência
De um jeito tão discreto
Faz-me de plebeu a alteza
E o êxtase daquela aurora
Será brinde de muitas luas
Faz–se obvio o incerto
A descoberta da loba
Esta em suas matilhas
Para que novo se revele
Comecemos com xicaras vazias
SÉRGIO CUMINO

sábado, 6 de outubro de 2012

FUTURAR


FUTURAR


A chegada do que espera

Arrima-se desse presente,

Desejos de si próprio
 
Quereres que reinvente

Alojados de muitas eras

O agora é futuro que prospera

Ser a caricia ao ente,

Servir de imediato

E surpreender sempre

Vislumbre como numa lente

Memorias eternas

Um flash de seus repentes

A cada presente

Viva antes que escorra pelo ralo

Surpreenda-se a cada ser

Aflora poesia na gente

Predicado muda a cada ato

Mesmo que não de para ver

De atenção aos sinais que sente

Ainda que tiver ausente

Protagoniza a cena

Como Godo do Becket

Os insights e estalos

O faz de corpo presente

Ação de cada momento

Imagens vão pelas corredeiras

Indicam divisores de aguas

No cosmos o inconsciente

E já lá a gente assente

Através das leis e seus relativos

Note o coração

Acariciar a mente

Deliciar-nos com o hoje

Com seu olhar bento

É a harmonia dos recentes

Dá sentido a emoção

Flagrantes de cada close

Belezas do Deus Tempo

E as suas estacoes

A magia dos quatro elementos

SÉRGIO CUMINO - POETA DE AYRÁ