INSÔNIA
NUMA NOITE DE OUTONO
O que escuta atrás da porta?
Ela dá saída ao buraco negro
Ao oculto da memória
Ouve! (Pausa dramática )
Não escuta nada.
chegou e nem deram conta
Houve um espaço atemporal
Tempestade de pedra de raio
Tamanho mal jeito anfitrião
Confuso com a comitiva
Dessa vez o nada não veio só
Trouxe com pouca bagagem
o conselho do silêncio
Se manifestara com aquietar
Do tudo junto e misturado
E a vergonha verborragia
Que a consciência escondia
O Eu e o plenário das sombras
Para descobrir o eu próprio
Paradoxo do trovão
Trás dúvida e premência
Porque da convocação
De tantos de mim,
Pelo amor de Deus?
Transcende o medo
Nada de resposta
Porque se Deus é Tudo
Deus é o Nada
Quem é na fila do pão
Centelha do trigo
Perdida atrás da porta
assembleia é o tempo por nada.
Sem vir as estações mudarem
O capitólio e o sabatinado
Bancadas místicas e céticos
Respondem pelo alvoroço
Pena de Sísifo muda de regime
Sem garantia , como a vida
Para deixar a pedra na montanha
Hastear bandeira encantada
E o universo não responde
O sentido não tem o que fazer
A ação está contigo
Acha um absurdo
Resolva com ele
Está na comitiva
Sagrado seja Os olhos
Revolta dos inconformados
Bandeira que vibra a existência
Assusta por ser branca
Contra o delírio dos consolos
É para se livrar desse bolo
a união de todas luzes de cores
O gradua a ser o autor
Com a lamparina para vazio
Sem desviar os olhos
Provocação filosófica
Flâmula é a tela
Para Ressignifica a porta
A da chegada alvorada.
SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX

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