ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

domingo, 3 de maio de 2026

INSÔNIA NUMA NOITE DE OUTONO

INSÔNIA 

NUMA NOITE DE OUTONO 

O que escuta atrás da porta?

Ela dá saída ao buraco negro

Ao oculto da memória 

Ouve! (Pausa dramática )

Não escuta nada. 

 chegou e nem deram conta

Houve um espaço atemporal 

Tempestade de pedra de raio

Tamanho mal jeito anfitrião 

Confuso com a comitiva 

Dessa vez o nada não veio só 

Trouxe com pouca bagagem 

o conselho do silêncio 

Se manifestara com aquietar

Do tudo junto e misturado 

E a vergonha verborragia 

Que a consciência escondia 

O Eu e o plenário das sombras

Para descobrir o eu próprio 

Paradoxo do trovão 

Trás dúvida e premência 

Porque da convocação 

De tantos de mim,

Pelo amor de Deus?

Transcende o medo 

Nada de resposta 

Porque se Deus é Tudo 

Deus é o Nada

Quem é na fila do pão 

Centelha do trigo 

Perdida atrás da porta 

assembleia é o tempo por nada.

Sem vir as estações mudarem

O capitólio e o sabatinado 

Bancadas místicas e céticos 

Respondem pelo alvoroço 

Pena de Sísifo muda de regime 

Sem garantia , como a vida

Para deixar a pedra na montanha 

Hastear bandeira encantada 

E o universo não responde 

O sentido não tem o que fazer 

A ação está contigo 

Acha um absurdo 

Resolva com ele

Está na comitiva 

Sagrado seja Os olhos

 Revolta dos inconformados

Bandeira que vibra a existência 

Assusta por ser branca

Contra o delírio dos consolos 

É para se livrar desse bolo

 a união de todas luzes de cores

O gradua a ser o autor

Com a lamparina para vazio 

Sem desviar os olhos 

Provocação filosófica 

Flâmula é a tela

Para Ressignifica a porta 

A da chegada alvorada.

SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX 

                                     

Nenhum comentário:

Postar um comentário