QUEDA CAIÇARA
Poeta paulistano
Setênio das águas
Entre anáguas
Bença segredo
E seus espelhos
Que revela almas
Âncora no oceano
princípio em si
Quarto sem portas
No círculo de areia
Retira a máscara
E mostra à cara
Linhas vindas da maresia
A escrita dos traços
Da testa as marcas
E não teve cortes
Um grão na imensidão
Lança poesia nas redes
Como garrafas no oceano
Sem vir os males
que o vento soprou
Pandemia do setênio
Na canoa nua
a morte e a foice
O poder e a caneta
Releitura da peste branca
Reverendo em memória
Vagueia o isolamento
ignora o tempo
Cadência do peito
Muda os ventos
E o veleiro isolado
Velas apagaram
E não foram repostas
A noite passa muda
nenhuma resposta
Desejo rogado
Ao vento jogado
Em trânsito funeral
valas comuns
Física e moral
A casca permanece
Quando tira a máscara
No seguro isolamento
Com a graça respiratória
Que os livros deram
O que sobra é o eu.
De rabo de fora
SÉRGIO CUMINO – BRASA A FÊNIX

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