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sexta-feira, 1 de maio de 2026

CABE A VOCÊ MENINO

CABE A VOCÊ MENINO

 Mergulhar e resgatar a criança 

Lá repousa a esperança 

É hora de submergir 

É fruta madura 

Os pássaros o procuram

Desígnios da mãe terra 

Espírito Quixotesco

De alma comutada

À prosa e verso 

E a cachoeira de resenhas 

Destaca nas pedras de limo

 Criança que não mente.

É ausente do baú ficcional 

Se empoeirado asfixia 

Embrião enrolado papel de pão 

Fui a loja não peguei a seda 

Foi o bloco e caneta

Vai que a infância volte a falar

Uma coletiva para todos eu.

E suas existências antagônicas 

Até lavei o prato de louca

Para canjica de Oxalá 

Água fresca na quartinha 

A chama da vela

Faz a conexão 

Reencontro tem que ter pazes 

Quando a inocência e o estigma 

Migram a benção e arte

 Epístolas dos afetos 

Desígnios do axé 

Feitiço e Drama 

No bojo, nuvens de dúvidas 

As narrativas fantástica 

Não ilude a busca 

Parsifal e o graal 

É a devoção do amor 

Nas águas de Oxum 

A benção do ventre

Sente-se! Príncipe de Ayrá 

Menino tamanho do Oxé 

Na brisa temporal 

Hoje lanterna e barba branca 

Frente a frente

 Como Abebê mágico 

Contigo e todos Ibejis 

E seus frutos encantados

Evocar preces de esperança 

As lavouras desumanas

Terra que ódio contaminou 

Sangue rega lamentos 

Traga o jardim encantado 

Com a benção de Ọ̀sányin

E a alegria de bolo e guaraná 

E todo sagrado Ajeum

Que o espírito tem fome


SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX 

                                   

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