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sexta-feira, 1 de maio de 2026

AS TORRES CORONÁRIAS

AS TORRES CORONÁRIAS 

Setênio de tempestade

Entope as possibilidades 

E das veias coronárias 

Baldrame da torre 

Moinho de vento 

Descontrola por fora

Até moer por dentro 

e avarias do templo 

E a ilha onde mora 

É o DNA do cosmo

Encanto e desencanto 

Luau dos encantados 

Sete anos e Sete ondas

Maresia testemunha ocular 

Reflexões lamuriosas 

Do outro e seu duplo 

Amenidades pagã

Rifa em raios

E seus fariseus templários 

Procrastinando riscos 

Dito pelas três safenas 

Como fadas internas

Além da marola

 tem sete mares

Profecia a veia mística 

A mais entupida bolchevique 

Ativismo da utopia 

Poética por conta da sorte 

Banal e normal se mistura 

Na veia moderada

Na brisa da reflexão torta

Afunda o pé na areia 

E olha para a lua 

Livre e bruta

Amor e liberdade 

Caminho com dor no peito 

Até às ribeiras virarem veias

E o tédio com glossário de culpa 

As receitas que não vingaram

E a poesia resenha 

O caos e a redenção 

No niilismo da solidão 

Agora vê além das sombras 

O vazio em conluio, com porque 

Ser para transcender 

As dúvidas do setênio 

E o medo da escolha 

Desse labirinto de areia.

SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX  

                                  

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