AS TORRES CORONÁRIAS
Setênio de tempestade
Entope as possibilidades
E das veias coronárias
Baldrame da torre
Moinho de vento
Descontrola por fora
Até moer por dentro
e avarias do templo
E a ilha onde mora
É o DNA do cosmo
Encanto e desencanto
Luau dos encantados
Sete anos e Sete ondas
Maresia testemunha ocular
Reflexões lamuriosas
Do outro e seu duplo
Amenidades pagã
Rifa em raios
E seus fariseus templários
Procrastinando riscos
Dito pelas três safenas
Como fadas internas
Além da marola
tem sete mares
Profecia a veia mística
A mais entupida bolchevique
Ativismo da utopia
Poética por conta da sorte
Banal e normal se mistura
Na veia moderada
Na brisa da reflexão torta
Afunda o pé na areia
E olha para a lua
Livre e bruta
Amor e liberdade
Caminho com dor no peito
Até às ribeiras virarem veias
E o tédio com glossário de culpa
As receitas que não vingaram
E a poesia resenha
O caos e a redenção
No niilismo da solidão
Agora vê além das sombras
O vazio em conluio, com porque
Ser para transcender
As dúvidas do setênio
E o medo da escolha
Desse labirinto de areia.
SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX

Nenhum comentário:
Postar um comentário