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sábado, 2 de maio de 2026

PELAS BARBAS DE AYRÁ

PELAS BARBAS DE AYRÁ 

Não sou paladino do caos

Apenas um poeta 

que não quer ser descoberto.

Pela ventania do campo aberto 

Com a chaga as claras

Quero ser eu nessa jornada 

Sem o riso da piada intencionada 

Âncora do benefício do tolo

Do escárnio do outro 

Livrar se dá cama de gato 

Para ser o leão 

sai da Fênix e encarando a sombra

E que o urro chegue a boca

Sem se perder em tempos verbais

Quanto mais sobe

Mais o ar rarefeito 

E o entorno desabitado 

Ortografia corrompida

Preconceito da narrativa 

o murro chega ao estômago 

Da tocaia do cancelamento 

Aí restarão as flores 

Do túmulo do cabimento 

Não ser o leão morto do dia

e seguir pelo Odu do livramento 

 Às barbas do conhecimento 

Põe de molho no mergulho a alma 

Onde se lapida a ternura 

Como pedra filosofal

Na brandura do ancião 

Tantos contratempos até então 

Foram pausas de reflexão 

Nos becos da memória 

Com a lamparina Eremita 

Dessa prosa vivida 

SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX                        

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