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quarta-feira, 8 de julho de 2026

LÁGRIMA DA ANIMA

 

LÁGRIMA ANIMA 

 Vaso de porcelana 

Escorrega das mãos 

Que suava frio, trêmula 

Hipoglicemia provoca 

Desespero e seus lampejos 

A queda de trinta anos

Metade da vida em queda 

Trinta anos de Stop-motion

Como filme de animação 

Foi um raio de desânimo

Ou desespero não sei ao certo 

Ruptura a estraçalhar 

Gota de lágrima transborda o pote

Construído nessas décadas

Relativa foi angústia do tempo 

Fracionado em milímetros 

Numa queda de segundos

Deslize leva esperança 

O susto lutou para evitar 

Um insight que história partia

Cai de boca aberta ao assoalho 

Flash disse a real iria ao subsolo

Todo legado não realizado 

escapa primeiro 

Junto com penduricalhos da ilusão 

Seguidos pela lágrima 

Angústia de sua anima 

A primeira que reagiu a tempo

Com peso da constatação 

Não era uma porcelana imperial 

Era barro queimado do poeta plebeu 

No fogo dessa lida

Continha arquétipos de resistência 

Representa resenhas de paciência 

Joelhos calejados de fé 

Alguns temas da biblioteca 

Chama enfraquecida da esperança 

Que mergulha de cabeça 

Essa gota salgada não cola

Uma mínima liga que fosse 

É lágrima que lamenta

A sensação de impotência 

 impossibilitada de emenda 

Mas mantém sua essência 

caos, em frangalhos 

Cenário de terra arrasada 

 Guerra de trinta anos 

Agora que venha novo pote

Num breve Horizonte 

Para tirar tormento vertical

 Mesmo que seja tarde

Despedida da vertigem 

Que seja mais terno e doce 

Cuja aprendizado é a queda

Que servirá como base

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO-FUSCO 

 

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