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sábado, 4 de julho de 2026

CEIFOU A PAIXÃO

   

CEIFOU A PAIXÃO 

Razão atormenta a paixão 

o cárcere de seus padrões 

Renega a intuição 

Pela sombra da sina

Onde regras não se aplicam

Faz justo, erros antigos 

E joga sonhos na latrina

Passado é a caminhonete velha

Empurrada por seres ausentes 

Que atropela o presente 

Traz na carroceria 

Contratos de receios 

Alguns verbetes da moral

Barril de água 

Para apagar fogareiro 

Cimentando o anseio 

E o sonho a revelia 

Em nome do rancor 

Aprisiona o desejo 

A sete palmos, quem diria 

 De rusgas da castidade 

Deixa de amar 

por temer o amor

Pintando o quadro lúgubre 

Para justificar a dor

Racional e justificado 

Desintegrando o passeio

Por Ladrilhos do medo 

Elimina do destino a cor

Pelas rugas do mau feito 

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO- FUSCO 



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