CEIFOU A PAIXÃO
Razão atormenta a paixão
o cárcere de seus padrões
Renega a intuição
Pela sombra da sina
Onde regras não se aplicam
Faz justo, erros antigos
E joga sonhos na latrina
Passado é a caminhonete velha
Empurrada por seres ausentes
Que atropela o presente
Traz na carroceria
Contratos de receios
Alguns verbetes da moral
Barril de água
Para apagar fogareiro
Cimentando o anseio
E o sonho a revelia
Em nome do rancor
Aprisiona o desejo
A sete palmos, quem diria
De rusgas da castidade
Deixa de amar
por temer o amor
Pintando o quadro lúgubre
Para justificar a dor
Racional e justificado
Desintegrando o passeio
Por Ladrilhos do medo
Elimina do destino a cor
Pelas rugas do mau feito
SÉRGIO CUMINO
LUME LUSCO- FUSCO

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