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domingo, 5 de julho de 2026

PÚLPITOS FARISEUS

PÚLPITOS FARISEUS 

 Claustrofóbico foi entender 

Pensamento tão diminuto 

Porque a verdade diluída

Nessa caixa que fiel hiberna 

Confesso que foi um susto

Ressentidos da caverna 

Resgata a idade média 

Como projeto de poder

Abduzidos como surto 

Faz do fiel ativista 

Além do bem e do mal

O ódio é a cereja do culto 

Sob o terno fino do embusteiro

Impera cifrões ao mel prazer

Lacaio da istupida convenção

E o exército fundamentalista 

A discordância que se planta 

Entre as colunas da casa de Deus

É um intruso que lava dinheiro 

Cofre é sua catedral 

Pratas em livros de fundos falsos 

A Bíblia camufla barra de ouro 

Adapta a palavra ao corrupto 

Inquisidor neopentecostal 

Em nome da guerra santa

Faz fortuna a custa do tolo

Oh desprezível pequeno burguês 

Promete redenção aos seus

Ignora o quanto fere mentes 

Viola a inocência crente

Proselitismo de púlpitos fariseus 

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO-FUSCO 


 

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