PÚLPITOS FARISEUS
Claustrofóbico foi entender
Pensamento tão diminuto
Porque a verdade diluída
Nessa caixa que fiel hiberna
Confesso que foi um susto
Ressentidos da caverna
Resgata a idade média
Como projeto de poder
Abduzidos como surto
Faz do fiel ativista
Além do bem e do mal
O ódio é a cereja do culto
Sob o terno fino do embusteiro
Impera cifrões ao mel prazer
Lacaio da istupida convenção
E o exército fundamentalista
A discordância que se planta
Entre as colunas da casa de Deus
É um intruso que lava dinheiro
Cofre é sua catedral
Pratas em livros de fundos falsos
A Bíblia camufla barra de ouro
Adapta a palavra ao corrupto
Inquisidor neopentecostal
Em nome da guerra santa
Faz fortuna a custa do tolo
Oh desprezível pequeno burguês
Promete redenção aos seus
Ignora o quanto fere mentes
Viola a inocência crente
Proselitismo de púlpitos fariseus
SÉRGIO CUMINO
LUME LUSCO-FUSCO

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