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sexta-feira, 1 de maio de 2026

QUEDA CAIÇARA

QUEDA CAIÇARA 

Poeta paulistano 

Setênio das águas 

Entre anáguas

Bença segredo 

E seus espelhos

Que revela almas

Âncora no oceano 

 princípio em si

Quarto sem portas

No círculo de areia 

Retira a máscara 

E mostra à cara 

Linhas vindas da maresia 

A escrita dos traços 

Da testa as marcas 

E não teve cortes

Um grão na imensidão 

Lança poesia nas redes

Como garrafas no oceano 

Sem vir os males

 que o vento soprou 

Pandemia do setênio

Na canoa nua

 a morte e a foice

O poder e a caneta 

Releitura da peste branca 

Reverendo em memória 

Vagueia o isolamento 

 ignora o tempo

Cadência do peito

Muda os ventos 

E o veleiro isolado

Velas apagaram

E não foram repostas

A noite passa muda

nenhuma resposta 

Desejo rogado 

Ao vento jogado

Em trânsito funeral 

 valas comuns 

Física e moral 

A casca permanece 

Quando tira a máscara 

No seguro isolamento 

Com a graça respiratória 

Que os livros deram

O que sobra é o eu.

De rabo de fora

SÉRGIO CUMINO – BRASA A FÊNIX   

                         

quinta-feira, 30 de abril de 2026

SETÊNIO CAIÇARA

SETÊNIO CAIÇARA 

Esse setênio é o oito

Como biscoito universal

brilho das estrelas 

Que a brisa caiçara 

Se mostrou poesia 

Areia protagonista

Edifica sete seteiras 

Pela quais o castelo observa 

Se a maré sobe

Se o porre sobe

E a ressaca sobe 

Para as cabeças 

Como culpa 

Se corre risco a torre

Que a ruptura remete

Não pintou o sete

Escreveu na areia

Para comunicar o céu 

 mudou de lugar a prece

E os feitos do setenial 

Conta as contas 

Do fio do santo 

Confirmado pelas 

Conchas do altar

graus de esquentar 

E salgar pensamento 

Amassando areia 

Na escala social 

Até o sol se por a lua

A prosa de esperança 

Sob astros que orienta 

A estrada certa 

A queda mestra

Pra se reinventar 

Até nascer o dia

Atrás do forte.

SÉRGIO CUMINO -BRASA Á FÊNIX   

                     

terça-feira, 28 de abril de 2026

LUAU DE ENCANTADOS

LUAU DE ENCANTADOS

Luau 

Projeta a constelação 

Da sacada da noite 

A beira mar

De ondas brandas

Refletindo o riso da lua

Pedra de Raio cuida do fogo

Da fogueira de Ayrá 

Cuja chama madeira estala 

No centro do círculo 

Como o olho sagrado 

De Iemanjá veio os nagô 

Jogados do navio negreiros 

Para as resenhas, pescadores 

Legionários de Martinho

Sete mares, vem marinheiro 

Alegrando a maresia 

No balanço do mar

Do lado da mata 

Quem vem lá?

Caboclo de pena

Formoso penacho branco 

Trás a paz de Oxalá 

Ha outros tantos 

Da cura e da caça 

Com flecha de Ode 

O povo da doce água

E os mitos de cachoeira 

Vem com Òsun a cabocla Iara 

Reino de pedras e pedreira 

Já estão pra chegar 

Os pretos e as pretas velhas

Vem sempre pra ensinar 

Juntam as bençãos a Pai José 

Nossas anciãs são feiticeiras 

Senzalas escuras do engenho 

Quanta nação saiu de lá 

Exu estava no posto 

Comendo a mesa

Antes de começar 

E trouxe uns malandros 

Dos passeios de pedra portuguesa 

Encantados dos quatro cantos 

Cantam fogo e ventre

No pandeiro cigano

No berrante boiadeiro 

Atendendo o chamado

Dos centros em chamas

Queime a brasa

Abra o peito 

Torne Fênix 

SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX 

                                 

BANI NA FESTA DE OXALÁ

BANI NA FESTA DE OXALÁ 

Acalma a pressa quando chega

A alma alcalina barrela o espírito 

Cabelos soltos Oxum dourou 

Os ventos de Oyá da movimento 

Na direção que Ode aponta 

Respira a maresia de Iemanjá 

Gratidão adentra templo Oxalá 

Ayrá escolhe o poeta

Para Bani em verso Iorubá 

Na brandura do Ilê 

O sorriso traduz o axé 

Brilha o valor do afago 

Gratidão em movimento 

Sai da estação, 

E vive o caminho 

Salda as encruzilhadas

O Tempo e o contratempo 

Alimenta o instinto mãe 

Na celebração Obatalá 

Bani é! Simples assim 

A arte de laços fortes 

Que abraça a amizade 

Sorrindo o lindo sorriso 

 colo que reflete o Abebê 

Afago é ninho de pássaros 

Que mãe terra abençoou 

Linda como lua cheia 

Estampada papel de bolo

A energia é dona da prosa

Para o pai do silêncio 

A paz em transe 

Para benção de Òṣàlùfàn 

- Axé motumbá !

 Após a benção Fun Fun

Extensa trabalhadores aguarda

Labuta da dança da cadeira Inconformada:- como pode!

A benção é para toda jornada 

Chegará antes da Alvorada 

Branda como Deusa Amazona

Montada no cavalo de ferro 

Empunha a espada de Ogum 

Trazendo o carro do tarô 

Dormiram e o sol não acordou 

ciclo da lua evitando contratempo

Bani respira axé através do abraço 

Porque servir é amar

Bani filha, Bani mãe, Bani fraterna

Bani mora em nossos corações .

 Com todas bênçãos do Olorum.

SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX                                     

segunda-feira, 27 de abril de 2026

SAUDADES QUÂNTICA

SAUDADES QUÂNTICA 

Saudades o quanto 

A quântica não se mensura 

Além dos ruídos sagrados

O acalentar dos afetos 

As correntes sagazes

Da cognição coletiva 

As quais nem notava

Desagrega por dispensa..

Ao suposto desejo 

Eros ou Thanatos 

Ou enredo do sonho

De um sono intermitente 

Sejam o que fizer acredita 

Não foi com o vento 

Camuflou se no tempo 

Que reservou no coração 

Estava lá 

Paciente com a jornada 

Para silêncio ostenta 

Desenha a poesia 

Quando admira a lua

E sinto o suspiro 

A brandura da esperança 

Sem manchas 

Para marcar as possibilidades 

Com a lágrima do desencanto 

Escuta! sua voz aos quatro cantos 

Do silêncio absoluto 

Mantra que me chama

Ilumina a intuição 

E constelação de estrelas 

Até astrologia acena

Marcando posição 

No inconsciente fúlgidos 

Que a sabedoria sente

Sonho do sonhador 

Como brisa presente 

Da essência sonhada

Quem te busca não é a mente 

É o silêncio do coração.

SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX 

  

                              

domingo, 26 de abril de 2026

A ESTRADA CANTA BOIADEIRO

A ESTRADA CANTA BOIADEIRO 

 O som que vem do vale

Não fala se é fogo ou água 

Com a prece do agogô

Cujo percurso cantou

Bezerros e a boiada

Marca no casco 

Espuma nas pedras

Molho de chaves

 Arquétipos em sinfonia 

Vaqueiros e muleiros

Sob a lua 

O som da coruja 

Sob o sol

O vento soprou feito

Flauta de bambu 

Reponde ao berrante 

era bafo do fogo 

É Pedra de Raio 

Que o calor forjou 

O Oxé de Ayrá 

O fez boiadeiro 

Iluminando a boiada 

Na encruzilhada 

Outra falange 

Vem de longe 

Aos serviços de Baba 

E caboclo Boiadeiro 

Pedra arde em fogo

Para passos no mistério 

O Ori se iluminar 

SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX 

                      

22:44

22:44

Essa, é o marco

Embate da memória 

Que não queria lembrar 

Os acordos republicanos 

Para coisa não piorar 

E ir para mapa da morte 

Esgota o limite da esperança 

Nesse sonho confuso 

Enigmas em sincronicidade 

Inteligência artificial 

Se metendo no sentimento 

Nem sabe se faz sentido 

Preenchido de algoritmos 

O dia passou

E o café está amargo

Mais ainda não esfriou 

A razão e o oculto 

Factóides das ilusões 

Infinitos recortes inúteis 

Resenha do arquivo morto 

Do ancestral e o pós moderno 

E a corda que se estica 

mosaico da memória reprimida 

Os obstáculos do medo

A culpa de toda engenharia 

Não tira a própria 

Os passos não saem 

se não programar 

Zere os dígitos 

Viva o princípio 

Lenha, fogo e brasa

Quantos tiverem,ser

 SÉRGIO CUMINO – BRASA À FÊNIX 


 

                           

sábado, 25 de abril de 2026

SORRISO ANDANTE

 SORRISO ANDANTE

 Seu sorriso completa alegria

Do sonho que realiza

A arte usa calma

Em tudo erradia

Na galeria da vida

Dos feitos sagazes

.

Seu sorriso deixa saudades

Nas linhas das palmas

Resenhas salvas

Nos passos da idade

Em tantas poesias

Que universo sabe

.

Seu sorriso nos flagra

As rimas em pazes

Sinergia sentida

Silencia vozes

 brisa a alma

Amor que invade

.

Seu sorriso sussurra

Explendor e graça

Que a boca enlace

E a faça atrevida

O prazer algozes

Fábula vivida

.

Seu sorriso esquenta

Desejos em fragata

Navega seus mares

Mergulho sua piscina

E todos pormenores

viva a sina.

.

Como procurei seu sorriso

Uma verdadeira caça

Em todos humores

Mulher e menina

 Cachoeira e cascata

 Ciranda de criança

E meu amor atina..

O sorriso largado na cama

Que sai da fronha

Pedindo mais

Em gemidos risonhos

A alegria é um sonho

Com seu sorriso acordar

SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX


quarta-feira, 22 de abril de 2026

A BRANDURA OBATALÁ

A BRANDURA OBATALÁ

É a luz e criação

Meio centenário

Que a canjica

É o banho devoto

Do Ori abençoado

No marco do axé

Jornada que os pés

Cinco décadas caminha

Omite algumas pegadas

Já outras relevantes

Semânticas e resenha

A fé como desafio

Na dúvida e na graça

A mente sagrada

Da alma Fun-Fun

Meio centenário

De estigma e a fé

A sabedoria ancestral

A vida escola orientou

Cinco décadas, saga do Pai

Da saliva da mãe

Que evoco orixá

Prece em cantigas

E as cabeças abençoadas

Que o Baba cuida

Celebram o feito

Da história cantada

No Ilê de Òṣàlùfàn

Templo pacífica rumos

Equilibra o adverso

Da a vida prumo

Maturidade coroada

Jubileu das matrizes

Da mitologia Iorubá

Missão de meio século

Com os passos do Opaxorô

Ensina a paz caminhar

Desde o início

Já era professor

Noviço e Yaô

a cinquenta anos

Pai Maurício

Abranda o Legado

Èpao Èpa Bàbá !

A brandura Obatalá.

SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX