O OVO DA FÊNIX
Os rincões da saída
Uns deixo para trás
Antes da astúcia nascer
Outros de amargar
Remediando a lida
Numa dessas paragem
Câimbras nas pegadas
Visão com deficiência
Que contorce a história
Pelo engodo factóide
Na era da paranóia
Como entender
o que a voz me dizia
Soprano com a sanha
Que se perde ao fundo
Que se distância
Voz que afeto conquista
Sabedoria nítida
Cantando como pássaro
Que não é dessa banda
Mas a melodia é íntima
Cantoria de outro soprar
Dueto do rio e maresia do mar
Ressignifica toda a lida
Força de duas magias
Cantarola simpática
A senhora de enigmas.
Logo na portinhola
Início do movimento
Mistério e o cabimento
Do divisor das águas
De nenhum lugar
De lugar nenhum
Brisa a mente, esquece a senhora
Com a chaleira na mão
Era alecrim e outra erva do pote
Além do fundamento
Da sentido ao corpo e espírito
A delicadeza e elegância
Que encaminha a cuia
Projeta aurea dourada
E com ela trocou me em rito
amuleto dos ciclos
Existência e seus princípio
Abrasador do novo fogo.
Estalos da mente
Insights quentes
Antes da forma
Arte e fé em ebulição
O ovo da Fênix
Quebra a casca
Ao passar portinhola
De cuia na mão
Ela ajuda sair do ovo
Nu sem couraças
Tira a casca e mel do quiabo
Pelas mãos anciãs
Quebradas da noite
A poesia e inversos
Do que foi em si
Com restante da chaleira
Fortalece o Ori
O banho da mãe terra
Para os pés caminhador
Eram seis da Alvorada
Abre o Odu da jornada
SÉRGIO CUMINO – ABRASAR À FÊNIX

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