TRIBUNAL DA INSÔNIA
Quantas culpas de insônia
Pensava–se, além do bem e do mal
Sobre palanque da arrogância
Chegou acertos de contas
Inferno de Dante da consciência
Entre o Eu e a Sombra
Sobre crises de Selfie
A noite manteve -se calada
Sem intervir paciente
Briga da existência não se mete
Crepúsculo moral
Maculou sua história
A consciência pesada
Intolerância com descaso
Preconceitos foram a meta
A serviço da escória
Massaroco pela estrada
Sumo dos maus presságio
Da vida nada se leva
É Justo o gosto amargo
Dessa poética resenha
Quando o ser vira rejeito
Linda mulher ao seu lado
Que a misoginia o impede de ver
É o contraste da luz e as trevas
A úlcera o isola
Mente, coração, e o que vem de fora
O personagem perdeu o nome
Nesse refúgio do tormento
Pode ser o outro, você, até esse poeta
Rusgas sobrepostas, trancou as portas
Monstro interno o consome
O fez idiota, sem identidade
A alma transformou em gosma
Alegria e a ilusão, o abandonaram
Decepcionada na noite de verão
O amor não se compra mais
Sobrou a dor do arrependido
Que a soberba plantou
Há vida lá fora, anunciada pelo vento
Enquanto dentro umbral de silêncio
SÉRGIO CUMINO
LUME LUSCO-FUSCO

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