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segunda-feira, 3 de março de 2025

A CORAGEM ENGAJA

A CORAGEM ENGAJA

Os valores do erro

Lhe ralam, esfolam a vergonha

mas compensa o aprendizado ?

Isso, se assim for interpretado

E sou vítima do peculato

Que suborna minha alma

Mas se permitir ao erro

No amálgama com acerto

Algo lhe transforma

no vale das reincidência

Saúda a providência

Que será diferente

Diz a dialética contra a antítese

Gera a síntese, estruturada no erro

A correção daqueles enraizados

Na narrativa do reacionário

Nas corredeira da barbárie

Dará mais trabalho

Quando a sombra se personificou

Em eventos que lhe assombram

Persuadido pelo medo

Que agora é cedo,

imagina chegar mais tarde

Explode trauma, e seus arremedos

A resistência é coragem engajada

 SÉRGIO CUMINO 

O CATADOR DE RESENHAS  

 

PERPÉTUA SINA

PERPÉTUA SINA 

Irracional jeito de ser banal

Na luta pela aceitação 

Agarra-se a falsos paradigmas 

Desvirtua a própria sina 

Por ilusória, mania de ser 

Questiona onde te encaixa 

Vem de fora o que manifesta 

No seu jeito desorientado 

recebe título de subserviência 

Cujo dividendos são dos meios 

Os ressentimentos cega a razão 

Terceiriza a solução 

Que expressa o previsível

Qual fora a direção 

prazer de te anular

Ciclo vicioso e estrutural 

Ressentimentos traiçoeiro 

Indica o caminho que não chega 

Tantas voltas que apagou 

o ponto de partida 

A estaca zero se perpétua 

Como determina seu castigo

Na categoria de “moral escrava”.

Pretos, pobres e pardos

            Sem dizer dos subjugados 

E sua submissão virtuosa 

A farra das anomalias 

Chama excremento de messias 

SÉRGIO CUMINO 

CATADOR DE RESENHAS 





   

                      

COMPLACÊNCIA IGNORANTE


COMPLACÊNCIA IGNORANTE

Santa ignorância brada

Artífices da primazia

Do forjado negacionismo

O que será do seu destino

precisará do mapa da rota

está a deriva no mar desconhecido

Incoar patética conspiração

Executores da razão, extermínio da ética

O ogro impõe ao povo sua estética

Capturados , exaltação do mal gosto

Alegoria da terra plana

Verborragia dos fatos alterados

E a retórica do alienado

Idolatria as mentes insanas

Reverte os valores exalta o rude

No coletivo terraplana

Perdem o controle de si

Tente agora antes que mude

São as inconstâncias que nutre

E não será o último a ri

No camarote, requebra elite

Em cima dos corpos, agora frangalhos

Os absurdo que o faz retalhos

Complacência cria as avarias

No manipulado inconsciente

Devasta a esperança

De um dia ter a verdadeira

ideia de quem se pertence

Enquanto as preces não atende

Segue o script da intolerância

 SÉRGIO CUMINO

CATADOR DE RESENHAS


domingo, 2 de março de 2025

O ESPELHO DO INDIGNADO

O ESPELHO DO INDIGNADO

Quando gera o desequilíbrio

No refino aristotélico

Implode o drama dramático

Aos espectadores da trama

Desatentos passam os olhos

E não veem o protagonista

O prefácio da invisibilidade

Rompe-se a quarta parede

E não existe público

- Isso não é possível.

Exclama o indignado

E os milhares de joinha

Até corações postados

Por fim eram o engodo da

Ação dramática e seu desejo obstáculo

No coreto da praça virtual

Encena o teatro do invisível

Com enxerto do absurdo

Que te levam pactuar

Com a irrealidade postada

não separa o joio do crível

-E os ensaios diante do espelho ?

-Já que tocou no assunto

Quem está no meu reflexo

Foi validado e não me representa

É um outro salvo no arquivo morto

Ansioso das notificações

Sofre com a maldição do cancelado

Senta em cima dos próprios dilemas

Com a vaidade monetizada

Somos alvo fácil.

A audiência do mercado

Impõe o passo dado e pra qual lado

A penitência do simulacro

Você se encaixa no regaço.

SÉRGIO CUMINO

O CATADOR DE RESENHAS

 


A TRAIÇÃO DO RECALQUE

A TRAIÇÃO DO RECALQUE 

A traição do inimigo oculto

Que desperta no abraço falso

E sente-a ponta do punhal

Alvo do recalque oposto

Que rasgara na carne

É composto em seu cerne

A camuflagem do ódio

Que externiza na alvorada

Aproveita a brisa do acaso

Para destilar seu fel

Tinta tóxica em singela pincelada

Compõe as sombras na arte da vida

Mercadores da fé são o ópio do povo 

Que renega em si despeja no outro

Não é um ribeirinho. É esgoto

Esse é ponto de partida 

o sorriso é o que disfarça

O prenúncio da mordida

Que antecede cada bote

-remete algo similar?

Não causa estranheza

Se quer é mera coincidência

O sarcasmo lambuzado de ódio 

É o extermínio velado da inocência 

Recebe conselhos da sabotagem 

Travestida de amigo

Subjetivando o quadro 

Sua natureza morta a cada dardo

Com veneno destilado em doses

Para que nada faça sentido 

Enquanto o amigo dissimulado 

Esforça se a ser

A falácia solidária 

SÉRGIO CUMINO 

O CATADOR DE RESENHAS 

  

           

sábado, 1 de março de 2025

VIVER QUAL O SENTIDO?

VIVER QUAL O SENTIDO?

Dar sentido aos atos

Nos incompatíveis

passado e presente e o incerto futuro

Encalacrado pela moral indigente

E a represaria constante

Atinge o objetivo quando

perfura o subjetivo

Perde se da mente

No ato de pensar

Não precisa de esforço

Haverá uma reflexão

Simulada conforme o padrão

Nem o pensar nos pertence

 Inconsciente que sistema adona 

com persuassorio que da luz

E acende na palma da mão

Cobrindo a linha da vida

Nesse estágio eterno

Entram em cena

O estelionato de plantão

Para doutrina, a loucura do tédio

Otimizado ao sacrilégio

Procura significado no insignificante

Não subestime momentos irrelevante

A vida tornou-se

um show de atrocidades

Que não há sentido

De se quer ficar parado

Ser atropelado por dramas vividos

Até saborear o prazer é terceirizado

Relativizar o abuso é de caso pensado

Como a torre que se quebra

Substitui por novos paradigmas

Catalogados no sistema

O carrossel do dilema paradoxissal

Gira para o lado ordenado

Sem rota de fuga, na rotina atrelada

Sabotagem é espírito do jogo.

Há de sobreviver na alameda do acaso, do outro lado da incoerência

SÉRGIO CUMINO

CATADOR DE RESENHAS


 


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

O ROTEIRO OCULTO

O ROTEIRO OCULTO

Não me reconheço,

Nas norma de Estado

Em seu âmago, conchavos

A exuberância da lástima 

Método programado, algozes 

Náuseas é leitura do estrago

O bloco dos inconformados

Diante da previsibilidade

Na alegoria da culpa

Nasce as anomalias da incerteza

Fica sem clareza. O que ocorre de fato?

A angústia é o lamento da existência

e a paciência de carregar o fardo.

Simulando paradigmas 

que não te pertence

Tiram o chão do pé cravado

Conforme o roteiro oculto

Seguir o caminho sem bússola

Da liberdade sem garantia

Sem tempo de validade

Dessa aventura efêmera

Frustrado por ter falhado

Toma forma a angústia intangível

É possível acertar esses passos?

Indago engasgado, paralisado

Quando nada faz sentido

SÉRGIO CUMINO

O CATADOR DE RESENHAS

   

O VISLUMBRE SOLITÁRIO


O VISLUMBRE SOLITÁRIO

O silêncio que me aguça.

Com deslizamento, e enxurradas

E quando os ruídos dormem

E as sombras em estado alfa

Provocado a pensar,

No silêncio é aleatório pensamento

Não tem por onde escapar

Não está só, mas a lembrança do que fez sem pensar

Ou influenciado

Acho bom dispensar o Juiz

E o legado de juízo

Na sala do silêncio

O vazio que mora as verdades

Não tente esquiva, agora é tarde

A sombra transforma os lapsos em portais

O amálgama da alma com alma

E encontros ancestrais

O silêncio é o combustível da resiliência, mentor da paciência

Regenera o paciente quando a lua se vai

Do silêncio nasce a prospecção

E a magia da criação

Os dilemas viram temas

Nessa mente em construção

SÉRGIO CUMINO

O CATADOR DE RESENHAS

 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

O ATO E SUAS ANTITESES


O ATO E SUAS ANTITESES

Os galanteios da ilusão

Embrutece os sentidos

Com sussurro atrevido

Bem aí, ao pé do ouvido

Desconstrói sua sina

Traumatiza até a libido

O ego embarga quereres

E acorrenta a crença

De liturgia bélicas

Monetiza seu caos

Tumultua novos saberes

Com a própria negação

Enquanto sangra o indivíduo

É protagonista no centro da arena

Interprete do seu melodrama

Da obra farsescas, que ilude

No controle do orgasmo

Sob o véu de Maya

E assim vida que segue

E as distopias negam realidade

Nesse espetáculo de marionete

É condutor e o fio que o conduz

Antagoniza sua própria verdade

Pressuposto dos desejos

É a sobra que surge na contraluz

Célere lampejos e muda de cena

E cada propósito não alcançado

Na dialética do desejo e obstáculos

Prova o fel da angústia amarga

Convencido de ser puro malte

É a narrativa que não desconfiou

É o proscênio de falsos paradigmas

depois do último ato, BLECAUTE.

SÉRGIO CUMINO

O CATADOR DE RESENHAS.