BEIJO DA NOITE
Buliçosa orla
Com balão de gás
Carro de milho
Há o noviço
Na areia salgada
Poemeto arenoso
castelo de criança
Samba de roda
O passeio é sapateio
Na pedra portuguesa
E um pandeiro no fim do túnel
A onda formou e o sonho surfou
Mistério invisível
Antes da noite chegar
Entrada do dégradé na veia
Que o crepúsculo abençoou
Junto ao sopro da maresia
Gaivotas rasante
anunciam a noite
Maré sobe e estende o tapete
Reflete olorum no Aye
Luar chega o aconchego
Ondas cantam a capela
Prelúdio do inesperado
A magia foi orgânica
Saíram do lugar comum
Os sonhos tece a colcha
Com o brilho das estrelas
O beijo do olho no olho
As mãos transpiram
Lábios se secam
E o peito,
numa valsa romântica
Com a marola
SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX

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