PULSA QUIETUDE
Caminho da prosa
Suspiro presente
Sentido sol poente
Urbana Clareira
Da feira entre palmeiras
Largo das resenhas
Meninos e meninas
Patins e tainhas
Dada as mãos
Ousadas paradas
Pensamento trovador
Ressuscita natureza morta
Em manobras radicais
Defronte as acácias
Esquina simpática
E o passeio abraçado
Pelo jardim e a parede
Portal pro além
E os gatos na vigília
Tem coisa a intuição
Mostra e não explica
memória afetiva
Da mente vazia
Resenha sem narrativa
Nessa vida de falácias
Lúdico do balanço
Frisson da gangorra
A praça dos ninos
Os signos são caminho
E o caminho os signos
A sombra dendezeiro
A dialeto do arrepio
Acende o barra vento
Não estamos sós
Andante e errante
Sob a lua vigilante
Não sabe o que sente
Numa curva suave
Adentra a Eros
Trilha do “bora lá “
Pulsa quietude
No peito quente
Pelos braços do aconchego
E o sonho na nave
Do lado mata
A paz acompanha serena
a caminho de casa
Cantando o silêncio
Da feliz chegada.
SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX

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