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sexta-feira, 7 de março de 2025

ULTRAJE BRADA

ULTRAJE BRADA 

Qual o amanhã que espera?

o alimentado pelas ilusões

Bajulando o ser e não ser

Na feira da conveniência 

Arrolam suas expectativas 

É quando dão mata leão

Na divina esperança

E se vê, asfixiado pelo medo

Do amor, da dor e do anseio 

pernas travadas pelo receio

E o dia se repete

A vida eterna, sente se fraco 

Nessa realidade ilusória 

É preciso coragem 

Contra estigma vulnerável

Carrega a força do indignado 

Já com os pés no chão 

Transpira desequilíbrio 

com menos entusiasmo

As datas se aproximam

No inoportuno calendário

A neurose do pingo da pia

Se potencializa no tic Tac do relógio

Medo pródigo, a invisibilidade digital 

Procrastinar a vida para vive-la 

Não estar presente no tempo real

É o paradoxo que o diga

A véspera, potencializa 

 impacto onde pisa.

Seja positivo ou negativo 

Memoria expressa no retrovisor 

Segue em frente com cautela 

Será melhor a de costume ?

Do que desconhecido nos reserva ?

É na dúvida que nos capturam 

Ultrajando a dignidade 

Saia do automatismo 

Esse moedor de sonhos

Que sente na carne

SÉRGIO CUMINO 

O CATADOR DE RESENHAS 

   

                    

quinta-feira, 6 de março de 2025

O SAGRADO E A RENDIÇÃO

O SAGRADO E A RENDIÇÃO 

O sagrado e a rendição 

Recria a felicidade e seu estigma 

Verá a menina dos olhos 

No reflexo do espelho 

E a sincronicidade que arrepia

São pontes que ligam horizontes

 a reflexão vertical, onde a raiz pisa

O propósito reencontrado 

Fragata em busca do sentido 

Pelos vales do reino ancestral 

As lisuras do dogma 

 escorre pela palma da mão 

e segue pela linha da vida 

Uma trinca no paradigma

Que penetra luz

Que os assassinos de Deus

Não conseguiram vedar

Tudo nos vem com um sinal 

 Como os corpos celestes

O julgo do certo errado

Em detrimento do pleno

Vai além do bem e do mal

 É o raio e a derrocada da torre 

Divino delibera o Livre arbítrio 

E a autenticidade das escolhas 

Assertiva e não submissa 

Metafísica tem lugar de fala

Na evolução da existência 

Com a benção de todos elos. 

Transcende a força motora

Reverbera no destino 

SÉRGIO CUMINO 

O CATADOR DE RESENHAS

  

                   

quarta-feira, 5 de março de 2025

PIERRÔ ABANDONADO

PIERRÔ ABANDONADO

Na verborragia do silêncio

Em confronto a realidade

Cuja finalidade somem

Captura dos princípios

Um vazio a ser preenchido

Pelo regimento da ilusão

Onde não é que supõe ser

São meios que decompõe os fins

E a arte edital do recomeço 

Na epidemia de falos contexto 

Com doenças modernas

e paranoias sistêmica

Estresse da pausa dramática

Que dão audiência condutora

Dessa máquina de moer cultura

E genocida das virtudes identitária

Lidera estatísticas

 de morticínio ativistas

Que vivem no fio da navalha

Nos padrões do andar de cima

Deliberam esperança enlatada

E migalhas que são migalhas

E todo um critério 

A paridade da Reflexão 

Com um balão hélio

De ilusão gasosa 

Dissemina em culpa do esqueci-me 

Ultrapassam o tempo de validade

Necropolitica em dose homeopática

Mercado esse ente fundiário

Mais parece agente funerário

De braços com arrombo acionistas até resistência vira mercadoria

Monetizada nas plataformas capitalista

E a mormaceira da vida faceira

É abstinência do joinha

Se tendência for, lhe dará honrarias

Talvez seja pierrô abandonado

e o trono descartável

 SÉRGIO CUMINO 

O CATADOR DE RESENHAS 

  

      

terça-feira, 4 de março de 2025

O VÁCUO DA SOLIDÃO

O VÁCUO DA SOLIDÃO 

Resenhas de sua história

Pontua os adjetivos

Fazem espuma ao seu propósito

Os heróis da superfície

São boi de piranhas do subterrâneo

Salvaguarda a inglória

O engodo da liberdade

Um andarilho sem noção do perigo

Não sabe se tomada decisão

É sua incoerência nos ativos

A realidade embrutece o intuitivo

Derrocada vem como enxurrada

E tira do eixo seu juízo

Perde se na paixão e seus conflitos

Esquiva da agonia, sonha redenção

E foge de controle sua jornada

Não existe parada

Nem pausa de reflexão

Com uma luminária 

no vácuo da solidão

Procura respostas

 É o vale da desilusão

A moradia do pesadelo 

Atormenta seus medos

A renuncia é sua guinada

Quando desafia seus dilemas 

Dos lampejos do seu enredo 

E os caminhos o levam ao nada

 SÉRGIO CUMINO 

O CATADOR DE RESENHAS 


 

       

segunda-feira, 3 de março de 2025

A CORAGEM ENGAJA

A CORAGEM ENGAJA

Os valores do erro

Lhe ralam, esfolam a vergonha

mas compensa o aprendizado ?

Isso, se assim for interpretado

E sou vítima do peculato

Que suborna minha alma

Mas se permitir ao erro

No amálgama com acerto

Algo lhe transforma

no vale das reincidência

Saúda a providência

Que será diferente

Diz a dialética contra a antítese

Gera a síntese, estruturada no erro

A correção daqueles enraizados

Na narrativa do reacionário

Nas corredeira da barbárie

Dará mais trabalho

Quando a sombra se personificou

Em eventos que lhe assombram

Persuadido pelo medo

Que agora é cedo,

imagina chegar mais tarde

Explode trauma, e seus arremedos

A resistência é coragem engajada

 SÉRGIO CUMINO 

O CATADOR DE RESENHAS  

 

PERPÉTUA SINA

PERPÉTUA SINA 

Irracional jeito de ser banal

Na luta pela aceitação 

Agarra-se a falsos paradigmas 

Desvirtua a própria sina 

Por ilusória, mania de ser 

Questiona onde te encaixa 

Vem de fora o que manifesta 

No seu jeito desorientado 

recebe título de subserviência 

Cujo dividendos são dos meios 

Os ressentimentos cega a razão 

Terceiriza a solução 

Que expressa o previsível

Qual fora a direção 

prazer de te anular

Ciclo vicioso e estrutural 

Ressentimentos traiçoeiro 

Indica o caminho que não chega 

Tantas voltas que apagou 

o ponto de partida 

A estaca zero se perpétua 

Como determina seu castigo

Na categoria de “moral escrava”.

Pretos, pobres e pardos

            Sem dizer dos subjugados 

E sua submissão virtuosa 

A farra das anomalias 

Chama excremento de messias 

SÉRGIO CUMINO 

CATADOR DE RESENHAS 





   

                      

COMPLACÊNCIA IGNORANTE


COMPLACÊNCIA IGNORANTE

Santa ignorância brada

Artífices da primazia

Do forjado negacionismo

O que será do seu destino

precisará do mapa da rota

está a deriva no mar desconhecido

Incoar patética conspiração

Executores da razão, extermínio da ética

O ogro impõe ao povo sua estética

Capturados , exaltação do mal gosto

Alegoria da terra plana

Verborragia dos fatos alterados

E a retórica do alienado

Idolatria as mentes insanas

Reverte os valores exalta o rude

No coletivo terraplana

Perdem o controle de si

Tente agora antes que mude

São as inconstâncias que nutre

E não será o último a ri

No camarote, requebra elite

Em cima dos corpos, agora frangalhos

Os absurdo que o faz retalhos

Complacência cria as avarias

No manipulado inconsciente

Devasta a esperança

De um dia ter a verdadeira

ideia de quem se pertence

Enquanto as preces não atende

Segue o script da intolerância

 SÉRGIO CUMINO

CATADOR DE RESENHAS


domingo, 2 de março de 2025

O ESPELHO DO INDIGNADO

O ESPELHO DO INDIGNADO

Quando gera o desequilíbrio

No refino aristotélico

Implode o drama dramático

Aos espectadores da trama

Desatentos passam os olhos

E não veem o protagonista

O prefácio da invisibilidade

Rompe-se a quarta parede

E não existe público

- Isso não é possível.

Exclama o indignado

E os milhares de joinha

Até corações postados

Por fim eram o engodo da

Ação dramática e seu desejo obstáculo

No coreto da praça virtual

Encena o teatro do invisível

Com enxerto do absurdo

Que te levam pactuar

Com a irrealidade postada

não separa o joio do crível

-E os ensaios diante do espelho ?

-Já que tocou no assunto

Quem está no meu reflexo

Foi validado e não me representa

É um outro salvo no arquivo morto

Ansioso das notificações

Sofre com a maldição do cancelado

Senta em cima dos próprios dilemas

Com a vaidade monetizada

Somos alvo fácil.

A audiência do mercado

Impõe o passo dado e pra qual lado

A penitência do simulacro

Você se encaixa no regaço.

SÉRGIO CUMINO

O CATADOR DE RESENHAS

 


A TRAIÇÃO DO RECALQUE

A TRAIÇÃO DO RECALQUE 

A traição do inimigo oculto

Que desperta no abraço falso

E sente-a ponta do punhal

Alvo do recalque oposto

Que rasgara na carne

É composto em seu cerne

A camuflagem do ódio

Que externiza na alvorada

Aproveita a brisa do acaso

Para destilar seu fel

Tinta tóxica em singela pincelada

Compõe as sombras na arte da vida

Mercadores da fé são o ópio do povo 

Que renega em si despeja no outro

Não é um ribeirinho. É esgoto

Esse é ponto de partida 

o sorriso é o que disfarça

O prenúncio da mordida

Que antecede cada bote

-remete algo similar?

Não causa estranheza

Se quer é mera coincidência

O sarcasmo lambuzado de ódio 

É o extermínio velado da inocência 

Recebe conselhos da sabotagem 

Travestida de amigo

Subjetivando o quadro 

Sua natureza morta a cada dardo

Com veneno destilado em doses

Para que nada faça sentido 

Enquanto o amigo dissimulado 

Esforça se a ser

A falácia solidária 

SÉRGIO CUMINO 

O CATADOR DE RESENHAS