No lago do inconsciente
O controle, enigma dos mistérios
Um cabedal de dúvidas
Quando se volta pra dentro
Sonho são performance da alma
Confronto com as rusgas
Acumula impressões
Nem sempre soluções
O caos se faz necessário
Na galeria dos signos
Cinematografia dos sentidos
As palavras bailam e pondera
Conforme a persona
O amálgama com seu duplo
Põe o drama a se entender
Se não enxerga o que desconhece
Afere o olhar limitado
Não há como prevalecer
Abandona o cortejo do reisado
O pesadelo que o laça
A razão obstruída às trevas
O fenômeno se manifesta
Configurado como empatia
Onde encontra todas suas almas
Nas árvores, nas aves e quanto mas
devaneios dos sonhos gritam histéricos
Sem enxergar sua tora
A pedra ancestral que joga no lago
Conceitos reverberam, não plágio
Revela o mundo ambíguo
Subtraindo lá do fundo
E todos os resíduos arcaicos
E a realidade obtusa
Como refugo da mente
Confinado a própria consciência
Cônscio dos atributos
Cônjuge às sombras
Dá-se as mãos sem apóstrofo
Além dos limites de sua natureza
É o infortúnio que te cria
*
SÉRGIO CUMINO
INVERNO REVERSO

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