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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

SIGNA E SEUS SIGNOS

 SIGNA E SEUS SIGNOS 

No lago do inconsciente 

O controle, enigma dos mistérios 

Um cabedal de dúvidas 

Quando se volta pra dentro 

Sonho são performance da alma

Confronto com as rusgas

Acumula impressões 

Nem sempre soluções 

O caos se faz necessário 

Na galeria dos signos 

Cinematografia dos sentidos 

As palavras bailam e pondera 

Conforme a persona 

O amálgama com seu duplo

Põe o drama a se entender 

Se não enxerga o que desconhece

Afere o olhar limitado 

Não há como prevalecer 

Abandona o cortejo do reisado 

O pesadelo que o laça 

A razão obstruída às trevas

O fenômeno se manifesta 

Configurado como empatia 

Onde encontra todas suas almas 

Nas árvores, nas aves e quanto mas 

devaneios dos sonhos gritam histéricos 

Sem enxergar sua tora

A pedra ancestral que joga no lago

Conceitos reverberam, não plágio 

Revela o mundo ambíguo 

Subtraindo lá do fundo

E todos os resíduos arcaicos 

E a realidade obtusa

Como refugo da mente

Confinado a própria consciência 

Cônscio dos atributos 

Cônjuge às sombras 

Dá-se as mãos sem apóstrofo 

Além dos limites de sua natureza 

É o infortúnio que te cria

*

SÉRGIO CUMINO 

INVERNO REVERSO  

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