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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

ALAMEDAS DA POETISA


 ALAMEDAS DA POETISA 

Quando tormento dos ressentidos

Faz palavras flutuantes brisas 

Mediando os conflitos com poesia 

A tristeza é insumo como o amor

olhar perdido acha-se num cantinho 

que o universo reserva para poetisa

Feito lírio no vale dos sonhos 

voo da gaivota, degrade do crepúsculo 

Abaixo um oceano, também mergulho 

O introspectivo da felina na noite 

Contempla serena do telhado 

A lua composição da anima 

Neblina surge como véu de encantos

Ao amanhecer bem-te-vi canta

Ouço! Será que o poema chegou?

É nada é tudo e a beleza se faz

Na borboleta e no descritivo da flor

 Dança a pena na folha branca 

Como asas da criança 

O amálgama de ternura e graça 

És poetisa Paraná, Paranoá e onde convir

Veredas do sertão poético 

Onde a resenha vira mar

E escrever pescador 

De afeto, memória e amor 

Fábula da princesa no castelo imaginário 

Onde sou poeta plebeu de suspiro trovador 

Se tem sangue violeiro 

Sou poeta cantador

Cuja cabeça divaga com cabriolas

 Para a poetisa de pouca prosa

Atenta ouvindo o vento 

Com conselho das estrelas 

As pautas são galáxias 

Guarda universo em nozes 

Esperando a mente divagar 

O que a faz capricho das palavras 

Como se fossem flores de jardim 

O lema que viver de poesia 

Não esteja na permuta 

E sim na escrita do dia a dia 

*

SÉRGIO CUMINO 

INVERNO REVERSO  


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