Quando tormento dos ressentidos
Faz palavras flutuantes brisas
Mediando os conflitos com poesia
A tristeza é insumo como o amor
olhar perdido acha-se num cantinho
que o universo reserva para poetisa
Feito lírio no vale dos sonhos
voo da gaivota, degrade do crepúsculo
Abaixo um oceano, também mergulho
O introspectivo da felina na noite
Contempla serena do telhado
A lua composição da anima
Neblina surge como véu de encantos
Ao amanhecer bem-te-vi canta
Ouço! Será que o poema chegou?
É nada é tudo e a beleza se faz
Na borboleta e no descritivo da flor
Dança a pena na folha branca
Como asas da criança
O amálgama de ternura e graça
És poetisa Paraná, Paranoá e onde convir
Veredas do sertão poético
Onde a resenha vira mar
E escrever pescador
De afeto, memória e amor
Fábula da princesa no castelo imaginário
Onde sou poeta plebeu de suspiro trovador
Se tem sangue violeiro
Sou poeta cantador
Cuja cabeça divaga com cabriolas
Para a poetisa de pouca prosa
Atenta ouvindo o vento
Com conselho das estrelas
As pautas são galáxias
Guarda universo em nozes
Esperando a mente divagar
O que a faz capricho das palavras
Como se fossem flores de jardim
O lema que viver de poesia
Não esteja na permuta
E sim na escrita do dia a dia
*
SÉRGIO CUMINO
INVERNO REVERSO


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