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terça-feira, 11 de agosto de 2026

VELHO CAMINHO


VELHO CAMINHO 


 Com passar do tempo, ele acelerou 

Sigo fogoso nas ideias

 porém idoso fora do contexto 

A trivialidade das emoções 

Que se dissipam em nuvens brandas 

Apurando a intuição e cognitivos 

Para quando os apuros 

O torna estranho no ninho 

Sem louvar encanto da desilusão 

Portanto não interfere no repouso alheio 

Assim como, evite o sol a pino

Na corrida do destino 

Passei do sessenta 

Mas o tempo acelerou a frente 

 Busque conselhos, em passeios solitários

Para desprender das sensações 

A ponto de dar folga aos infortúnios 

Evite o autoflagelo, em público

Os ocorridos correm como percalços 

Desde a largada no século passado 

Cada evento morre em si

E a sequela é quirela dentro do sapato 

É bom não dobrar os joelhos 

É hora de sentar com seus erros 

E mediar a situação 

ficar mais leve e livre dos remorsos

 Como disse Schopenhauer:

 “ castelo de ar, se dissipam com suspiros “

O maior tesouro é o bem estar 

A fantasia vem num vestido roto

Camuflada no mundo das sombras 

Noite é colorida, branco é o dia

Adormecer é a maturidade pedindo cama

Dê drible da vaca no descontentamento 

Com a pureza do corpo lento 

E vemos a esperança se distanciar 

Como corre a danada

O olhar avariado a perde de vista 

Se submeta a razão 

Passe pelos males e encontre o bem

Trança as palavras, esculpi a suave prosa

Move os sentidos a cirandar com versos 

Porque os músculos não são os mesmos 

Indisposto a moda de Impropérios

Cada qual que fique com seus infernos 

*

SÉRGIO CUMINO 

INVERNO REVERSO 

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