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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

LUMINÁRIA VIRTUAL

LUMINÁRIA VIRTUAL 

Poste comunicava-se com o da transversal 

- posto o insolente na encruzilhada 

Sobre a varanda que nos espiava 

Para entender entre ser luz e querer holofote 

 na parede externa da Fortaleza 

Se depara com a binária artificial 

Preso por uma mão francesa

Graças subserviência eurocêntrica 

 as peripécias que o mundo nos prega

Mortal-boçal, condenado pelos Deuses da Vida

Torna-se a luminária do lado de fora

Ficou estrábico a criatura com pensamento ofuscado 

Como torturado de guerra

Foi visitado pelas mariposas 

atraídas pela luz, e contempladas pelo “influencer” das redes

Quem se julga farol torna-se um

aquário prestando-se a segurança e museu 

O clarão veio a mente todos os que tinham razão de desprezo

Porque a luz do espírito germina da escuridão do silêncio 

O gênio de aquário clama por glamour 

Que supõe seguidores, que não o conhece mais que as mariposas em volta da lâmpada 

“O espírito é preexistente escondido do caos da vida”. O Boçal é a remela do caos em conserva . 

Numa prateleira virtual 

A flama que produz com o intrometido não consegue coada, no tom que profere, além de entretenimento descartável 

As hastes das mãos que rolam a tela transitam, com empáfia descomprometida, o resto é ilusão ofuscada.

Que aprisiona o influencer na desilusão da encruzilhada.

*

SÉRGIO CUMINO. 

                       INVERNO REVERSO                                                           


 


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