LUMINÁRIA VIRTUAL
Poste comunicava-se com o da transversal
- posto o insolente na encruzilhada
Sobre a varanda que nos espiava
Para entender entre ser luz e querer holofote
na parede externa da Fortaleza
Se depara com a binária artificial
Preso por uma mão francesa
Graças subserviência eurocêntrica
as peripécias que o mundo nos prega
Mortal-boçal, condenado pelos Deuses da Vida
Torna-se a luminária do lado de fora
Ficou estrábico a criatura com pensamento ofuscado
Como torturado de guerra
Foi visitado pelas mariposas
atraídas pela luz, e contempladas pelo “influencer” das redes
Quem se julga farol torna-se um
aquário prestando-se a segurança e museu
O clarão veio a mente todos os que tinham razão de desprezo
Porque a luz do espírito germina da escuridão do silêncio
O gênio de aquário clama por glamour
Que supõe seguidores, que não o conhece mais que as mariposas em volta da lâmpada
“O espírito é preexistente escondido do caos da vida”. O Boçal é a remela do caos em conserva .
Numa prateleira virtual
A flama que produz com o intrometido não consegue coada, no tom que profere, além de entretenimento descartável
As hastes das mãos que rolam a tela transitam, com empáfia descomprometida, o resto é ilusão ofuscada.
Que aprisiona o influencer na desilusão da encruzilhada.
*
SÉRGIO CUMINO.
INVERNO REVERSO

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