ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

sexta-feira, 15 de maio de 2026

ENGASGO DA GAIVOTA


 ENGASGO DA GAIVOTA 

Sobrevoa o boqueirão 

Na extensão de praia grande 

Divide o almoço com pescador 

Um trás o pescado em redes

Nosso sonho pelas nadadeiras 

Quando o mar não está pra peixe

Entre orla e marolas, competem

Gaivotas e pombos urbanos 

A busca ao que sustenta

Que devem vir nas bagagens 

De turistas e banhistas insanos 

O que a fome não atenta

Grasnidos e arrulhos 

Entre as labutas ambulantes

Fazem da areia feira livre

Desviando dos guarda-sóis

Ao descaso que imundícia praia 

Gaivota das poesias de marinhas 

Contamina-se a sobras espalhadas

Afere o voo das fábulas 

Do patamar da arte ao descarte 

Ser iluminado vê-se contaminado

Destinados a restos jogados

Do descaso humano 

Como paraíso ser perfeito 

em meio ao desleixo ?

Se o sonho é infinito 

Aqui encontram o umbral

Onde os para-raios é o limite 

Já não voa tão livre sob o sol

SÉRGIO CUMINO – ABRASA À FÊNIX                  

Nenhum comentário:

Postar um comentário