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terça-feira, 14 de julho de 2026

CLAUSURA DA ALMA INFAME

 CLAUSURA DA ALMA INFAME 

A consciência ou falta dela

O impede de se olhar no espelho 

Tocaia do retorno ao fim do beco

Sente espinhos no travesseiro 

O coletivo quer que se dane

Não suporta se olhar no reflexo 

Instrumentalizar a vergonha 

Para vitimizar-se para que ganhe

O tempo parece que hiberna 

Remorso o faz se engolir a seco

Orgulho do genocídio 

Pela goela de um ser infame 

Cada um tem castigo que lhe serve

O plexo solar perdeu o lume

Clausura -se na escuridão interna

Eterno habitat desse verme

Prova-se o quanto é peçonha 

As Pautas de costume 

Desce que parece enxofre 

Não consegui segurar o grito 

Próprias vísceras ele deu nó 

Pautadas pelo soluço 

Reconhece a entrada do inferno 

Digerir-se como curtume 

Entre facínoras era um mito 

Auto flagelo por ser indigesto

 Tinha um torturador paterno 

De pronto toma um susto 

Percebe que ainda não está só 

Faz de si sua caverna 

Mesmo na escuridão sente o olheiro 

A sombra de sua insônia 

deve ser do conselho da retaliação 

Pai, filho e espírito no cativeiro 

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO-FUSCO 


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