ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

terça-feira, 21 de abril de 2026

BEIJO DA NOITE

 BEIJO DA NOITE

Buliçosa orla

Com balão de gás

Carro de milho

Há o noviço

Na areia salgada

Poemeto arenoso

 castelo de criança

Samba de roda

O passeio é sapateio

Na pedra portuguesa

E um pandeiro no fim do túnel

A onda formou e o sonho surfou

Mistério invisível

Antes da noite chegar

Entrada do dégradé na veia

Que o crepúsculo abençoou

Junto ao sopro da maresia

Gaivotas rasante

anunciam a noite

Maré sobe e estende o tapete

Reflete olorum no Aye

Luar chega o aconchego

Ondas cantam a capela

Prelúdio do inesperado

A magia foi orgânica

Saíram do lugar comum

Os sonhos tece a colcha

Com o brilho das estrelas

O beijo do olho no olho

As mãos transpiram

 Lábios se secam

E o peito,

 numa valsa romântica

Com a marola

SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX


segunda-feira, 20 de abril de 2026

PULSA QUIETUDE


PULSA QUIETUDE 

Caminho da prosa

Suspiro presente 

Sentido sol poente 

 Urbana Clareira 

Da feira entre palmeiras 

Largo das resenhas

Meninos e meninas 

Patins e tainhas 

Dada as mãos 

Ousadas paradas

Pensamento trovador 

Ressuscita natureza morta

Em manobras radicais 

Defronte as acácias 

Esquina simpática 

E o passeio abraçado 

Pelo jardim e a parede 

Portal pro além 

E os gatos na vigília 

Tem coisa a intuição

Mostra e não explica 

 memória afetiva

Da mente vazia 

Resenha sem narrativa 

Nessa vida de falácias 

Lúdico do balanço 

Frisson da gangorra

A praça dos ninos

Os signos são caminho 

E o caminho os signos 

A sombra dendezeiro 

A dialeto do arrepio

 Acende o barra vento 

Não estamos sós 

Andante e errante 

Sob a lua vigilante 

Não sabe o que sente

Numa curva suave

Adentra a Eros

Trilha do “bora lá “

Pulsa quietude 

No peito quente 

Pelos braços do aconchego 

E o sonho na nave

Do lado mata

A paz acompanha serena

a caminho de casa

 Cantando o silêncio 

Da feliz chegada.

SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX 

    

                              

quinta-feira, 16 de abril de 2026

SOLITÁRIO E A ESPERANÇA ON


SOLITÁRIO E A ESPERANÇA ON

Solitário e a esperança-on

O contexto com texto

No poemeto enviado

A persuasão e calor ,

Na intenção da atração

Sonda desejo e o clímax

Que floreia a mensagem

Põe a emoção no plano da poesia

Aí abre o conselho no universo

Bilhete na garrafa

Em Ondas modernas

Que a resposta venha com a maré

No veleiro do sete mares

Os alertas aos radares

Redes na busca

Chegou, uma , duas ...

o aparelho notifica

O que tu segues o

Overdose de notificação

O som que escolheu

Acelera frisson cárdico

Fica na porta

Olhando pro caminho

Se da conta

Ali seu quadrado mínimo

Onde o olhar escapa

Para o segredo da noite

Pela janela que comporta

visto, o sorriso pelo sinal

Solidário do vizinho

Só tem um pingo

Nenhum sinal da amada

Que chega na entrada

Não invade a casa

A ferramenta móvel

Ali no limite

Da liberdade íntima

Bate o tema, confere

Engano, marca posição

Agregado a um grupo on

onde é invisível

Foi um engano

Que iludi a ilusão

Toque . O trouxe em veste

Que o privado permite

A que passou de fora. Passou!

Pela diversidade da esquina

No balde, espuma de molho

banho e sonho das águas

Esse Clímax do quase nu .

Instantes da água morna

Mãos , avião cedido ao molho

Entrega se a brisa de súbito

Tela abre o momento íntimo

Flertando com encanto

Da mulher dos sonhos

Que não chega o suspiro

na caixa de entrada

Não aportou a resposta

Que a fantasia desejava.

SÉRGIO CUMINO –

BRASA À FÊNIX


SONHOS ETÉREOS

SONHOS ETÉREOS

Sem arauto virtual

No colo da viagem astral

A rainha que abençoou a noite

Acende , a projeção do peito

A ansiedade no posto

Para receber o fantástico

E chegou pelas águas de Oxum

E na neblina de Yewá

Que mostra aos olhos

Que não conseguia olhar

No encontro dos lábios

 Que o mistério escolheu

Recebe ondas da magia

No silêncio em offline ,

Na praia dos quereres

Sonho é areia encantada

Quando venta

Oya canta

Para protagonistas da brisa

Ondas eram marolas

Que sussurrava benção de amor

No tablado íntimo

A capela e na plateia

Todos de ambos

Que desenha a resenha

 Leque de carícias

No vapor da magia

O desejo se inspira

E a imaginação vadiando

No enredo do querer

O prazer no proscênio

A lua ajusta o foco

Estrela cadente

Acorda o sonho

SÉRGIO CUMINO, BRASA À FÊNIX


sexta-feira, 10 de abril de 2026

LÁBIOS DE YEWÁ

LÁBIOS DE YEWÁ

A lua encantada 

Reflete a cabeça 

Do poeta amante

Nos quatro cantos 

Do mistério da noite 

Cavaleiro andante

Das rimas proseadas 

Cantos Poemetos 

A procura da bela

Pureza na fonte 

 poesia personificada 

No castelo de folhas

a neblina e o invisível 

Rogo a vidência 

Onde reina Yewá. 

A Instantes do amanhã 

As sombras e seu duplo

Desenham espíritos

Na cabeça Yabá

Filha de Nanã 

Beleza do mundo

Habitam ela

Onde guarda os caminhos 

Da liberdade própria 

Assim segue

 paixão cavalgada

Onde as estrelas 

Abraçam a terra

A lua espreita 

Amada jornada

Entre a terra e o céu 

Já não é mais ontem 

Amor e possibilidades 

Faz se rio da vida

No Ciclo da água 

E os lábios de mel

Não submerge, transforma 

Passa amar Horizonte 

Aponta estrela guia

Da sentido clarividente 

Sua névoa dissipou 

A angústia trovador 

Paixão é a ponte 

Aos braços da amada

 Dentro da mata virgem

Descobre seguir sem dor

Vaguear pelas nuvens 

É sonho não vertigem 

SÉRGIO CUMINO – O POETA DE AYRÁ                          

quarta-feira, 8 de abril de 2026

BEIJO A SUA FLÔR

 

BEIJO A SUA FLÔR

Sonhei que beijava sua flor

Era um beijo gostoso

Um dengo a amada

E suas coxas acariciava

Entrelace e contrações

Deveras desejosas

Minha fome de você

Doravante insaciável

Seios tesos

Alertas em prontidão

Apontado ao lustre

Prontos a boca amada

A testemunha ocular

Dessa recíproca melada

Abraçado por suas pernas

Engolia com volúpia

A língua carinhosa

Que a sorvia com prazer

Calcanhares assinava

Abaixo das vértebras

A poesia vivida, suada

Molhava o amálgama

Ao som de onomatopaicas

Gruídos, gemidos e suspiros

Impulsiona o meu sorver

Diafragma se contraí

Respiração ofegante

Pedindo mais, não para

Num frenesi contumaz

Amassava próprio rosto

Violava, cílios, Baton,

E tanto mais

Desmancha o penteado

Corpo ressignifica

Como se os poros

Gritassem de prazer

Aos quatro cantos de Eros

Até o tempo gozou

Num êxtase atemporal

Lençol em surreal desarranjo

amaçado em suas mãos

Como se o algodão

Se transformasse

elegir do amor

Ah e a prosa gostosa

Que embebedou olhos

Resenhas que se desenha

Nos envolve entre colchetes

Penetra se entre parentes

Despimos as aspas e vestes

Roçando – nos, nus

Assanha a seda da pele

A pausa da antessala

Do beijo apaixonado

Frisson acumulado

A escolha dos laços

Lingerie vermelha

Ou rosa, nem sei mais

No momento programado

Rendas abandonada

Aos pés da cama

Pela entrega reinante

Na batalha amante

Que só se rendem

A fadiga apaixonada

SÉRGIO CUMINO – POETA FLOR & PELE


LEITO DA NOITE

LEITO DA NOITE 

Segue a noite afora

E o sono nada

Teve uma hora

Calafrio prevê

O Silêncio a capela 

A sombra se mostra

Cerrada e calada

Névoa que se abre

Movimento lento

A mente sem marola

Há trégua das dúvidas

Ao enigma do evento 

Não sabe se é manto

Ou uma toga

O vulto não prosa

Noturna no tempo

A eloquência posa

Contrasta facho luz

A lua vem de fora

Nenhum cão ladra 

Respeito dobra joelhos 

impera madrugada 

Leito de casa

No leito da água

Profundo sagra 

É velha senhora

mãe das águas Consagra

Ostenta o quietude 

Que diz sem verbalizar 

Encontro do doce e salgada

É lá que ela mora

Divisa dos reinos

Das Yabás das águas

Presente sem tumulto 

Só e bem acompanhado 

A mando de Oxum 

 Deitei na cama

Adormeci no colo

Senti a vida

Ternura é senhora

Desfaz imbróglios

Um por um

Sonhos a deriva

Deu me a bença 

E foi embora 

SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX               

segunda-feira, 6 de abril de 2026

PORQUE PERGUNTOU?

PORQUE PERGUNTOU?

Ignora o mal que faz 

As felicitações sagazes

Recheado de bençãos 

Cheio de bons sentimentos 

Que falseia o amigável 

Glossário dos simpáticos 

“Tamo junto” 

contração de estamos

Significa nunca estivemos 

“Vai melhorar, tenha fé”

Culpando suposto infiel

Travestido de messias 

Encarna o cínico 

Que nem sente

  Olhares Falazes 

Com postiços cílios 

Corante facial 

O engodo com blush

-Se não fosse o batom 

-Daria um beijo pra sarar

Camufla aversão que sente

Cético a dor alheia 

Faz o Subjetivo sagrado 

Lança procuração 

Assinado pelo Dunha

Para Iludir a mão projetada

Pra não ficar feio

Terceiriza a caridade

Já que Deus caiu 

no domínio público

Lança fatura ao céu 

Hipocrisia no colo divino 

Solidariedade “démodé

O padrão burguês 

Sair a francesa 

Teatro do engodo 

Tem péssimo atores

Numa comédia dantesca 

Os tapinhas nos ombros 

E seus avatares

Arcados desorientado 

O corpo caído 

lhe serve de capacho 

Fraudando a empatia 

Caridade vertical 

Benevolência tóxica

A ilusão cai em ruínas

Com amarga angústia 

Na solidão do travesseiro.

SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX 

                              

sábado, 4 de abril de 2026

PRECE AO CORPO AVARIADO

 PRECE AO CORPO AVARIADO

Tônica e as dores

Que grau insuportável

Da paciência

Tonal em descompasso

Nem a clemência

Modera o suor frio

A ânsia intermitente

Rogo a Omulu

Que suas palhas sagradas

Elimine todo martírio

Dor e inconsciente

Instala a catarse

Inspira e expira

Equilibra o maremoto

No colo de Iemanjá

Desinflame o inflamado

Para o tônus respirar

Corpo amado poder amar

Suspirar os passeios na orla

Pés na marola

São anáguas, vestes do mar

Rainha vem lhe abençoar

A mais bela das filhas

Me fez devoto dos encantos

Eu , orixás e os santos

Congregam para melhorar

Nessas linhas tortas e dolorida

Há de substituir dores por cores

Até a moça, cuidadora exemplar

Evoca Yamin para mistério de cura

Que pediu a Oya , que seus ventos

Leve a dor, e lhe tire dos tormentos

Os Ibejis não deixaram desanimar

E comemoraremos

Com lua, bolo e guaraná

SÉRGIO CUMINO – DO PÓ À FÊNIX