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quinta-feira, 16 de julho de 2026

O JOGADOR

 O JOGADOR 

  Vulto da ilusão perversa 

Nas luzes da hipnose 

Como traças roem afetos

Hipoteca a vil dignidade 

Aí mora o perigo da peça 

 Contra crise de abstinência 

 sorte é a cenoura que guia desejo

Com esse jogo da consciência 

Seduzido pela máquina enigmática

Provoca o amor fazer as malas 

Enquanto atira-se no abismo 

O clímax da tragédia o espera

E deixa a resiliência apática 

O imprevisível calculado 

Derrocada de vigília 

E o bom senso sequestrado 

E a alma é o resgate 

Da guerra nada santa

A angustia está fadado

A isca que caça o peixe

E estraçalha a família 

O arpão do capital selvagem 

A corda é a aposta que sufoca 

Liberada pela alavanca da banca

Ignora o que supôs a arbitragem 

No radicalismo da esperança 

Sob o vício da roda que gira

Redemoinho do pobre diabo 

Conforme gira se dança 

Cobiça do miserável 

A cabeça pira

Perde mais que o chão 

Sob dopamina está o sonho

Passa alienar as reservas 

Muito além do suportável 

Pela indecorosa cegueira 

Subjuga honestidade temerosa 

Depende do acúmulo emergente

Cai na rede do risco 

a crise sob luminosos alaridos

A vida escorre pela peneira 

Pela herança do inferno 

Luz das palmas o tiram o centro

Entregue a resposta do Incomodo

Sem decoro escorre a torneira 

SÉRGIO CUMINO 

LUME LUSCO-FUSCO 

 

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