O amor que a deixou
Apareceu no muro
Que divide os dois mundos
Num gesto que revela
Que de lá a espera
Foi um sonho intermitente
E tantos que acalenta momentos
soprando o vapor do chá quente
Solta para fora a dor no peito
No passeio cadência o passo
Lento a saborear a ilusão
Peso do corpo frágil,
abraça o pesar, e sussurra
:- Meu velho, onde você está?
E recebe a compaixão da ternura
Da parede estende uma rosa
Branca, o amor a torna púrpura
Emoção da rubor a face
Saudade tempera a esperança
Puridade a excelência do tempo
Experiência, mãe da temperança
Não deixa a idade tempestear
Marasmo da tarde lisonja
Brisa fresca tende aconchegar
vagueia na alameda do sonho
Sobre o tempo perdido
O amor partindo
Reencontro esperado
Começa nova história
No paraíso entre seus lírios
:- Venha! Venha me buscar,
Não basta ser o mais belo
Desse livro da memória
SÉRGIO CUMINO – ABRASA À FÊNIX

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