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segunda-feira, 18 de maio de 2026

ETERNA TERNURA


ETERNA TERNURA 

 O amor que a deixou

Apareceu no muro

Que divide os dois mundos 

Num gesto que revela

Que de lá a espera

Foi um sonho intermitente

E tantos que acalenta momentos 

soprando o vapor do chá quente

Solta para fora a dor no peito 

No passeio cadência o passo

Lento a saborear a ilusão 

Peso do corpo frágil, 

abraça o pesar, e sussurra 

:- Meu velho, onde você está?

E recebe a compaixão da ternura 

Da parede estende uma rosa

Branca, o amor a torna púrpura 

Emoção da rubor a face

Saudade tempera a esperança 

Puridade a excelência do tempo 

Experiência, mãe da temperança 

Não deixa a idade tempestear 

Marasmo da tarde lisonja

Brisa fresca tende aconchegar

vagueia na alameda do sonho

Sobre o tempo perdido 

O amor partindo 

Reencontro esperado

 Começa nova história 

No paraíso entre seus lírios

:- Venha! Venha me buscar,

Não basta ser o mais belo

Desse livro da memória 

SÉRGIO CUMINO – ABRASA À FÊNIX 

                  

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