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domingo, 17 de maio de 2026

SUSPIROS DA UTOPIA

SUSPIROS DA UTOPIA 

Mesmo que a casca virou bronze

Como busto de praça 

Manequim de magazine 

Daquelas que a estética oprime

No padrão da distopia 

Grava na pele a região dos desejos

Como tatuagem que te define 

Sai de do fora e vai pra dentro 

Resgatar a essência esquecida 

E toda inspiração e seus lampejos 

Sente o barulho de chuva 

Sai descalça e pise nas poças 

Quebra a couraça que não servia

Veja o vale e suas dunas

Se encharcando de esperança 

Que guardava na cachola 

Toda pureza de criança 

Recrie cada detalhe

Com o elixir da fantasia 

Imagem do âmago lúdico 

Decora o belo da memória 

Solte às esganaduras covardes

Junto com as hordas da escória

Abra frestas e os pássaros liberta

Ao vôo harmônico da resiliência 

Cante a melodia que não podia 

Rio corrente mente afora

Deixa as mágoas, irem embora

O que vim de fora não importa 

Liberdade criadas de dentro 

Voam felizes com as gaivotas 

SÉRGIO CUMINO – ABRASA À FÊNIX         

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