ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

terça-feira, 19 de maio de 2026

POESIA DE BORDO

POESIA DE BORDO

Palavras desabafam às palavras 

Paciente das resenhas

Conflito das prosas e anedotas

Divã na cabine do comandante

Provisão dos provérbios 

Ordena os devaneios 

Para narrador dos resíduos 

Postulado da memória emotiva 

Mistura-se ternura com fuzuê 

Convés e seu revés 

Oriundas do rincão da memória 

Bibliografia da lida incerta

Verborragia da escrita ativista 

Resgate das dores a deriva 

Estigma o balanço das feridas

Amores, entraves e fé 

Mar de paixões e desilusões 

A bonança é a poesia 

Porque o leme a resiliência 

Dedicada aos afetos

Fases se eternizam

Em poesia das prosas 

Mitos e seus arquétipos 

Sílabas que sobem e descem

No movimento das ondas

Como os suspiros e lágrimas 

Prece do sujeito imperfeito 

Escreve a nave à outros mares

Comandante adolescente 

De barbas brancas

Teve história pra contar

Postulado do lirismo 

Contraste de tantos lados 

Imprecisão do navegar

Intuição torna a vela

Dessa barca de poetar

Mistura-se com embarcado

Nos naufrágios e maremotos 

 se aconselha com Iemanjá 

Dando a utopia a predição 

Para poeta a palavra é o prisma 

A poesia é o diário de bordo 

Numa maresia de prosódia 

E a rede que pesca as palavras 

Embriagar o que descreve 

Reler é a saudade

E a prosa que anuncia 

Quando avista a mãe terra 

porto seguro, ao sonho do poeta

SÉRGIO CUMINO – ABRASA À FÊNIX 

                                 

Nenhum comentário:

Postar um comentário