O LIMBO ESTÁ ON
Vem para ti a luz do dia
Na noite que não adormece
no redemoinho do que refuta
Os algoritmos sedutores
Distraem pelo acaso
Com astúcia demoníaca
Passa a tela sob transe
Anestesia a carência
Porque nada guarda
Não difere o indigesto
Pela hipnose condução
Faz do tolo decadência
Goza com sexo alheio
Blasfêmia com a sua divindade
Fazem do rito um post
Estandarte do ressentido
Malfeitor causa dependência
Esconde a linha da vida
Assim como instinto da resistência
Abala metabolismo da cognição
Com astúcia do pertencimento
Projeta a luz do seu limbo
Esperando a notificação
Com frouxidão do espírito
Seca a fonte da alegria
Toma das agruras totem
Torna compaixão sagaz
Por Interesse do impulsionamento
Passa a lacrar para crer
O faz amante impessoal
Da resistência produto
Cria indulgência artificial
O faz abduzido de primeira ordem
Absteve de ser
SÉRGIO CUMINO
LUME LUSCO-FUSCO

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