ATÉ QUE PONTO?
Coloquei na boca da poesia
O gosto amargo da agonia
Talvez dívida de aprendizado
Indo direto ao ponto
Bate e rebate
Como uma tecla de piano
Melhor duas para emparelhar
Com os neurônios
Os outros queimaram
Engasgado minimalista
Até o ponto de interrogação
Já íntimo as divagadas
guarda- chuva sem capa
Se está na tempestade
É pra se encharcar
já foram Intermitente
Quando se ancorava a esperança
Agora ríspidos e avariado
Uma dúvida apática insistente
Até as preces encaminharam
A uma entrevista com divino
Claro que nada aparente
Preserva a persona mesmo gasta
Diante da inquisição fantasma
Para que não vire tema
Em rodas de carolas
Mas voltando ao ponto
Os porquês sobre as reticências
Sem resposta da jornada empacada
O que deveria ligar um ponto ao outro
Parece uma ponte quebrada
SÉRGIO CUMINO
LUME LUSCO- FUSCO

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