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terça-feira, 30 de junho de 2026

AMANTES DEVOTOS

   

AMANTES DEVOTOS 

Quando momento, faz eterno

Celebram com a taça de vinho

Sou jardineiro que se assanha 

que pelo jardim caminha

Despe-se com rubor, sem pudor

Dando sentindo ao que germina

Sentindo roçar pelo seu corpo

Como pétala magia do amor 

Sendo toda poesia, felina, e flor

Ressignificando desejo interno

Floresce a arte num impulso louco

É deusa do meu mundo pagão

 É poetiza no movimento 

poesia na alma 

E bela eterna

Que fez pulsar o amor

Como alça que deixa corpo solto

Que agita meu céu e inferno

Potencializa meu calor

Prelúdio do primeiro ato

Da às letras silabas sabor

Iluminaria de luz interior

A Ribalta da Musa é a palavra

 Desejos e poesias viram ato

Seu corpo um balé intuitivo 

Universo canta na entrada

Acelera os sentidos 

Resguardo do sonho querido

Como relíquia no baú do peito 

Para quando distância revelar

A saudade será pura evocação

Ao brinde aos nossos sentidos 

O cada gole que se referenda

Brinda espíritos que nos protege 

Fortalece a anima aqui no peito

Refresca a alma como menta

Dando a letra do gesto meigo

Carinho seja o bem feitor 

Relativiza o tempo de cada dengo

Que eu seja o mito da sua sina

Tornemos a lenda dos amantes 

Devotos a Deusa do amor.

SÉRGIO CUMINO –

LUME LUSCO- FUSCO 

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