AMANTES DEVOTOS
Quando momento, faz eterno
Celebram com a taça de vinho
Sou jardineiro que se assanha
que pelo jardim caminha
Despe-se com rubor, sem pudor
Dando sentindo ao que germina
Sentindo roçar pelo seu corpo
Como pétala magia do amor
Sendo toda poesia, felina, e flor
Ressignificando desejo interno
Floresce a arte num impulso louco
É deusa do meu mundo pagão
É poetiza no movimento
poesia na alma
E bela eterna
Que fez pulsar o amor
Como alça que deixa corpo solto
Que agita meu céu e inferno
Potencializa meu calor
Prelúdio do primeiro ato
Da às letras silabas sabor
Iluminaria de luz interior
A Ribalta da Musa é a palavra
Desejos e poesias viram ato
Seu corpo um balé intuitivo
Universo canta na entrada
Acelera os sentidos
Resguardo do sonho querido
Como relíquia no baú do peito
Para quando distância revelar
A saudade será pura evocação
Ao brinde aos nossos sentidos
O cada gole que se referenda
Brinda espíritos que nos protege
Fortalece a anima aqui no peito
Refresca a alma como menta
Dando a letra do gesto meigo
Carinho seja o bem feitor
Relativiza o tempo de cada dengo
Que eu seja o mito da sua sina
Tornemos a lenda dos amantes
Devotos a Deusa do amor.
SÉRGIO CUMINO –
LUME LUSCO- FUSCO

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