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segunda-feira, 1 de junho de 2026

VIAGEM A OLODUMARÉ



VIAGEM A OLODUMARÉ 

O que tanto procura 

Nessa agonia contida

Se corroendo por dentro 

As voltas com a penúria 

  O Tempo perdido

Ou o tempo marcado?

Não, o tempo sagrado 

O conselheiro dos ciclos

Estou atendendo o chamado 

Foi o que me trouxe por esses lados 

Na cratera do íntimo 

Conversando com relógio parado 

E um anseio de criador e criatura 

Saber se estou preparado 

Ou se sofro o complexo de Sísifo 

Que não deixa de ser disciplinado 

:- muito menos de ser petulante 

Seu poetinha andante!

Vindo de ponteiros em desuso 

Considero um elogio 

Há ciclos, que não tem me escravizado

Aproveitando o acaso, como tem passado?

:- não passo! Sou prometeu acorrentado 

Com corvos comendo meu fígado.

Então, culpa sua a gordura acumulada?

-: o que quer agora acertar os ponteiros?

Agora seu mecanismo que está agoniado?

Pare e pense!

:- há tempo que estou parado!

O Tempo nos ensina que nada é por acaso.

:- deveria encontrar a árvore sagrada 

Quem sabe se nesse ciclo deva ir ao lado 

:- com tanto que corvos não comam fígado 

E nem você cerceie o processo 

 “O tempo dá, o tempo tira, o tempo passa e a folha vira”.

:- então início do novo ciclo, onde vamos?

 Aye rumo ao Orum encontrar Olodumaré 

:-“Èrò! Calma lá. Tão longe por uma poesia?

Não, para viver poeticamente!

SÉRGIO CUMINO 

VIAGEM A OLODUMARÉ 


      

                   

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