VIAGEM A OLODUMARÉ
O que tanto procura
Nessa agonia contida
Se corroendo por dentro
As voltas com a penúria
O Tempo perdido
Ou o tempo marcado?
Não, o tempo sagrado
O conselheiro dos ciclos
Estou atendendo o chamado
Foi o que me trouxe por esses lados
Na cratera do íntimo
Conversando com relógio parado
E um anseio de criador e criatura
Saber se estou preparado
Ou se sofro o complexo de Sísifo
Que não deixa de ser disciplinado
:- muito menos de ser petulante
Seu poetinha andante!
Vindo de ponteiros em desuso
Considero um elogio
Há ciclos, que não tem me escravizado
Aproveitando o acaso, como tem passado?
:- não passo! Sou prometeu acorrentado
Com corvos comendo meu fígado.
Então, culpa sua a gordura acumulada?
-: o que quer agora acertar os ponteiros?
Agora seu mecanismo que está agoniado?
Pare e pense!
:- há tempo que estou parado!
O Tempo nos ensina que nada é por acaso.
:- deveria encontrar a árvore sagrada
Quem sabe se nesse ciclo deva ir ao lado
:- com tanto que corvos não comam fígado
E nem você cerceie o processo
“O tempo dá, o tempo tira, o tempo passa e a folha vira”.
:- então início do novo ciclo, onde vamos?
Aye rumo ao Orum encontrar Olodumaré
:-“Èrò! Calma lá. Tão longe por uma poesia?
Não, para viver poeticamente!
SÉRGIO CUMINO
VIAGEM A OLODUMARÉ

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