OXUM O RIO QUE REINA
Oxum cujo trono meu ori
Está no Orum está em si
o corpo extensão do seu reino
A aurora dos pensamentos
A graça que me faz pleno
Rio que abastece a mim
Como cabaça mágica
com toda poética carmim
Cuidadora da criança interior
Para os membros conta com Yamin
Sou pagão sou magia
A dialética da criação
Não sou poeta de Oxum
Porque não seria poeta e sim poesia
Paixão que se espalha do peito
O plexo que atravessa como sol
As ribeirinhas nos pés empurra o chão
Galope das pernas quando alegres
Retenção se triste estão
Libera gotículas como pérolas
Fluidos de excitação
Que espalhadas pelas floras
Internas e da imaginação
Pelos músculos de superação
Ribeirão do estômago evita depressão
Corredeiras que pulsam no pulso
A vida nas linhas da palma
Graça é o toque no afago do amor
Bombeia forte o coração
Milhares de micro veias na boca
Salivando sob o céu
Para palavra de amor passar
Já a menina dos olhos
Florescem nos vasos oculares
Dando sentido ao que ver
Para o olhar transcender
Da a alma dois abebês
Se as adversidades compadecer
O rio se abraça com mar
Unidas no orum as mães se comovem
A de água doce e salgada
Escorrem na canoa da lágrima
SÉRGIO CUMINO
VIAGEM A OLODUMARÉ

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