FLORESCER
Pondera !
Frustrando o conflito
O subjetivo da posse
Dor em estado de avareza
Revela!
Sonho a estética da beleza
O caminho na leve vereda
Sob a ótica do suspiro
Primavera!
Espírito em estação do ciclo
A alma poda as folhas secas
Recicla em insumos a raiz
Quisera !
Mesmo com corpo saudoso
Mas não o fim, processo deveras
Ser formosa como o sonho
Ideia!
Que o pensamento medita
A intuição cogita
Sopra fora como brisa
Espera!
E a memória aflora
O provável tomando a fresca
Equilibrando o conto de fadas
Supera!
Atuantes, desejo e obstáculos
Os fatores atenuantes
Não serão mais como antes
A vela!
Dá ao espírito liberdade de navegar
Por possibilidades nunca provadas
Provoca a arte dos sonhos
Cancela!
Convictas menções errôneas
Condição à se lapidar
Quantos erros para se inventar
Reitera!
O estigma dos amargos e sombrios
Se revertem em expectativa
Florescem a árvore da vida
Reintegra!
A criança risonha
Espira propósitos florais
Embebida de suspiros
Sossega!
Com entidades que celebram
Redireciona ao seu destino
Afetuoso encontro com divino
Pantera!
Ressignifica a índole do esperado
Desarma a teimosia belicosa
Acende a dádiva de Amar.
*
SÉRGIO CUMINO
VIAGEM A OLODUMARÉ

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