O DENGO E SEUS CORTEJOS
Nas veredas dessa lida
Passava pelos rochedos de Xangô
Nas montanhas sobre as matas
Podia contemplar o Horizonte
E deixar a mente sã
Como arquétipos nagô
Avista fumaça distante
Seguindo onde o vento indica
Sabia que vivia mito de itan
Enfrenta percalços de caminhada
Percebe no aroma, especial graça
Levada a liberdade destemida
Dispensa as paradas
Atraído pelo que vem de lá
Porque o vento está seduzindo?
Esteja onde estiver
Não custou muito a encontrar
De alma serena linda e viva
Era uma linda mulher
Doce filha de Oyá
preparava delicioso cozido
nem a fumaça alçada
sequer folhagem da mata
Atrapalhou cruzada do olhar
E os sentidos que exalam
Como fumaça do caldeirão
Aceitou a cuia e pousada
Conduzido por prosas e Chamegos
Aos som dos grilos surgem beijos
Quente transformado em ser
Revelando o dialeto físico
Que alçam e laça os desejos
se quer, o coração deixa
Mexendo o remelexo do sexo
Descobrimos minérios críticos
Ricos em dengo e cortejo
Misturamos sonhos e crenças
Abertos projetando o plexo
Para que o toque
seja totem místico
SÉRGIO CUMINO –
LUME LUSCO- FUSCO

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