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sábado, 27 de junho de 2026

O DENGO E SEUS CORTEJOS

O DENGO E SEUS CORTEJOS 

Nas veredas dessa lida 

Passava pelos rochedos de Xangô 

Nas montanhas sobre as matas

Podia contemplar o Horizonte

E deixar a mente sã 

Como arquétipos nagô 

Avista fumaça distante 

Seguindo onde o vento indica

Sabia que vivia mito de itan

Enfrenta percalços de caminhada 

Percebe no aroma, especial graça 

Levada a liberdade destemida

 Dispensa as paradas 

Atraído pelo que vem de lá 

Porque o vento está seduzindo?

Esteja onde estiver

Não custou muito a encontrar

De alma serena linda e viva

Era uma linda mulher 

Doce filha de Oyá

preparava delicioso cozido 

nem a fumaça alçada 

sequer folhagem da mata

Atrapalhou cruzada do olhar

E os sentidos que exalam 

Como fumaça do caldeirão 

Aceitou a cuia e pousada 

Conduzido por prosas e Chamegos

Aos som dos grilos surgem beijos

Quente transformado em ser

Revelando o dialeto físico

Que alçam e laça os desejos

se quer, o coração deixa

Mexendo o remelexo do sexo

Descobrimos minérios críticos

Ricos em dengo e cortejo 

Misturamos sonhos e crenças

Abertos projetando o plexo

Para que o toque 

seja totem místico

SÉRGIO CUMINO – 

LUME LUSCO- FUSCO

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