BOLO MOLHADO
Que arrepia quando a chuva cai
Aguça a unidade contigo
Juntamos ingredientes ousados
Ao feitiço das águas de Oxum
Corpos colados
Untados, sobre Lençóis amaçados
Beijo molhado e peles úmidas
E sente a liga que o toque faz
E aconchega os braços
Para a graça repousar
Juntinhos uníssonos e ternos
De corpos, bocas e suspiro
Mil e uma noites a memória traz
Aquecidos pelo fogo de Ayrá
Renova a noite que, estará porvir
Calmaria seduzida pelo carinho
a pele doce, assume o aroma
Assim que sentem o bolo crescer
Recheados de mel e vinho
Antropófagos do amor
devoram-se como se fossem
Bolo molhado
SÉRGIO CUMINO –
LUME LUSCO- FUSCO

Nenhum comentário:
Postar um comentário