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quarta-feira, 3 de junho de 2026

POTÊNCIA DO AMOR

 POTÊNCIA DO AMOR

Vulgo estratégia do sistema

Lançou-te do pico da pirâmide

Levado pela corrente da ilusão

Para cair em queda livre

Empurrado pela opressão

Atravessa o peito o raio sistêmico

Faz da seda carne, epiderme pedra

A dúvida em primeiro plano

Qual intenção através do dano

Conluio a compatriota mercadoria

Variantes externa da avaria

Pela expressa fé fachada

Crença queda da ilusão

Desgaste constrói estigma

Refugo do proselitismo moral

E os temporais da mais valia

Já não reconhece a luz do dia

Engalfinha-se com a ideologia

O todo não vale nada

Atrela ao espírito suicidado

A imprudência do vale tudo

Avaria grossa, forma a crosta

vida não vivida rende-se ao estrago

 Desertificou só e maculado

 Morte vinda da triste figura

Vulnerável corrompido

Lugar comum do aturdimento

Quando o sonho é terra arrasada

À resistência da misericórdia

Haverá o golpe da libertação

Lá no íntimo brota uma flor

Aos escombros se aviventa

Com a potência do amor

*

SÉRGIO CUMINO

VIAGEM A OLODUMARÉ


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