Vulgo estratégia do sistema
Lançou-te do pico da pirâmide
Levado pela corrente da ilusão
Para cair em queda livre
Empurrado pela opressão
Atravessa o peito o raio sistêmico
Faz da seda carne, epiderme pedra
A dúvida em primeiro plano
Qual intenção através do dano
Conluio a compatriota mercadoria
Variantes externa da avaria
Pela expressa fé fachada
Crença queda da ilusão
Desgaste constrói estigma
Refugo do proselitismo moral
E os temporais da mais valia
Já não reconhece a luz do dia
Engalfinha-se com a ideologia
O todo não vale nada
Atrela ao espírito suicidado
A imprudência do vale tudo
Avaria grossa, forma a crosta
vida não vivida rende-se ao estrago
Desertificou só e maculado
Morte vinda da triste figura
Vulnerável corrompido
Lugar comum do aturdimento
Quando o sonho é terra arrasada
À resistência da misericórdia
Haverá o golpe da libertação
Lá no íntimo brota uma flor
Aos escombros se aviventa
Com a potência do amor
*
SÉRGIO CUMINO
VIAGEM A OLODUMARÉ

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