No cume da insônia
Consciente em vertigem
A prudência do drama
Se explodir no meio da linha
Não há mais teto para reter
Antecipa-se sua tragédia
Por isso da madrugada moderadora
Que a morte seja conduzida
Para construir nova vida
Paradoxo do mistério sob a lua
Encontrar o equilíbrio na distopia
Para revelar sua Epifania
Na retidão do estômago vazio
Jejum forçado que revela o espírito
Na angustia atormentada
Súplica da existência
Quebra paradigmas
Na sombra da vigília
Do herói da resistência
Na Letargia do nada sobre a vida
SÉRGIO CUMINO
LUME LUSCO-FUSCO

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