RESILIÊNCIA À FÉ
O olhar voltado para baixo
Aponta o domínio da terra
A benção da mãe das mães
Paradoxo do chão perdido
Para despir-se das couraças
Desprender de suas esferas
Embirra no lago do ateísmo
Refúgio das dúvidas lodosas
Surpreende-se com velha anciã
Tem o amparo da sabedoria
Dá-lhe perspectiva a vista
Encontra experiência de Nanã
Põe ao pescoço colar de ametista
Todo panteão saberão quem és
Lama resgata o discernimento
Amolece a casca materialista
Procura Osanyin e sua magia
Emerge a realidade vã
A poder oculto das folhas
Sente a força nos pés
Levá-lo a empurrar o chão
Para Ori subir ao Orum
Desfaz dos tormentos que ânsia
O indica ao banho de cachoeira
O desprenderá do plano comum
Percepção nova conselheira
De pronto ao colo de Oxum
Reconhece o axé em si
Saindo leve como a chama
movimento recebe de Ayrá
Compõe a força que almeja
Demais Orixás do fogo
Ogum, Xangô e Obá
Dão resistência e determinação
Resiliência tem, se não chegaria aqui
Omulu lhe passa as palhas
Para não deparar com chagas
Por fim da empreitada
Todos Ebós renascem a fé
Recebe a benção e brandura
Lançado ao destino
Pela flecha de Odė
Habitua-se ao branco das nuvens
E suas formas ancestrais
E recebe a missão Olodumaré
SÉRGIO CUMINO –
MISSÃO DE OLODUMARÉ

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