SEPULCRO MACULADO
Sepulcro maculado
Da vil e pitoresca
Virtude caída
Dúvida eterna
Onde ,Vida e morte se encontram
Na mente dos aflitos
Ao julgo da temporalidade
Decidem os beneficiários da redenção
Melancolia tem lugar de fala
Vertical rumo ao abismo
Sem melodia a situação
A seco desce inativo
Com seu fardo de pesares
A queda dialética ao sombrio
Como romantismo gótico
Os discípulos de Werther
Encontra no limbo o lirismo
Contrapõe análise do subjetivo
A auditoria da fundação
Com a ressaca da abstinência
A nulidade do reflexivo
O não criado na vida em curso
Perante ao desejo da morte
O paradoxo apelo a vida
o espírito não pede recurso
Pela ansiedade do aflito
O sofrimento e seu calvário
Mesmo que corte os pulsos
E sua estratagema do pertencimento
Retórica análoga
Com drama apocalíptico
E a luz esvaindo no crepúsculo
SÉRGIO CUMINO
LUME LUSCO-FUSCO

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