RITO MANIFESTO
Templo, barracão, terreiro
O útero, o todo Ilê
ikun que o filho vem
Mãe e pai e o legado ancestral
O axé a terra que a raiz desce
O vento que leva e traz
Água que alimenta o ventre
Fogo a energia do movimento
Além do gênero é ser uno
Ajayô do pertencimento
O que reluz o Àrà Ketu
Dimensão no espaço
Encontrar-se-á no casulo
A potência da eteriedade
Toda poética do Olorum
Somos os pelos arrepiados
Áurea do corpo coletivo
Aproxima o distante
Fundamenta à não declinar
O povo canta em verso
sopro do rito manifesto
Língua corpo da unidade
A névoa esconde, porém não
Hospitalidade incondicional
Véu de Maya é o rodar das saias
Girando nos enigmas interno
A roda da vida , é vida
Microcosmo de Olodumaré
Petros, Obas e Ifa
*
FRÊMITOS DO ILÊ
SÉRGIO CUMINO

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