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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

RITO MANIFESTO

RITO MANIFESTO 

  Templo, barracão, terreiro 

O útero, o todo Ilê 

ikun que o filho vem

Mãe e pai e o legado ancestral 

O axé a terra que a raiz desce

O vento que leva e traz 

Água que alimenta o ventre

Fogo a energia do movimento 

Além do gênero é ser uno

Ajayô do pertencimento 

O que reluz o Àrà Ketu

Dimensão no espaço 

Encontrar-se-á no casulo

A potência da eteriedade 

Toda poética do Olorum 

Somos os pelos arrepiados

Áurea do corpo coletivo 

Aproxima o distante

Fundamenta à não declinar 

O povo canta em verso

sopro do rito manifesto

Língua corpo da unidade 

A névoa esconde, porém não 

Hospitalidade incondicional 

Véu de Maya é o rodar das saias

Girando nos enigmas interno

A roda da vida , é vida 

Microcosmo de Olodumaré 

Petros, Obas e Ifa

*

FRÊMITOS DO ILÊ 

SÉRGIO CUMINO  

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