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sábado, 15 de agosto de 2026

COMO NAQUELA MANHÃ

COMO NAQUELA MANHà

O vento sopra o pólen 

Como poesia sussurrando 

Sobre avanço nevoeiro 

Como prece perante o véu 

Balança a copa das árvores 

Como a dança da rainha de copas

A chuva molha Campos e terra

Como cânticos da vida

A vida é terra composta de ventres

Como menina se tornara mãe 

A mãe preposto da Deusa que amamenta o filho 

Com afeto, devoção e amor

O amor mediador do caminho 

Como louco a busca do destino 

As árvores recebem as abelhas

Como o mundo Polinizam beijando as flores 

Ficam envaidecidas que suspiram poesia 

Como floresce inspiração no polem 

Nas copas os pássaros dançam

Como as folhas são chocalhos da árvore 

Coreografa os ares de vida

Como o cio da terra 

Está na ternura da mãe 

Como ventre sente horizonte 

Que alegra e alimenta o amor

Como filho, espírito e santo 

Na jornada do destino 

Como caminhos de revelação 

Que semeia seus jardins

Como abelhas produzem mel

*

SÉRGIO CUMINO 

INVERNO REVERSO  

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