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domingo, 30 de março de 2025

APELO DO CORAÇÃO

APELO DO CORAÇÃO

O que ficou no coração

Perdido depois de três safena

É que no jardim da liberdade

Incongruência “animus e anima”

Ambiguidade existencial

nem sempre são flores

As toxinas drenam livre arbítrio

E desnutrem a concentração

No subsolo poesia revela

Açúcar e doce e tem seus males

Os processados na evidência

Dos mercados, nosso armário

Engodo do sabor, sabotagem interna

A boca dos condenados

E o colegiado das proteínas

São cadeiras vendidas

Organismos condensados

Tiram o mal gosto da imprudência

Dão a sentença,

Autos que descreve a morte lenta

Nova roupagem dão ao veneno

No Anúncio do intervalo da novela

Condenado a doenças modernas

Conforme a dosimetria

Dos carboidratos instantâneo

Ou a safra formosa peçonhenta

Reacionário conservantes Processados por produção

E se equilibrar nos propósitos

Empanados de sódio

Tempera o prato do ódio

A enfermidade fomenta economia

Nutrição da necropolitica

Nutre os negócios

E o aviso foi cirúrgico

De um corpo que disse:

-Eu paro aqui, chegou o limite

desse jeito siga sozinho

Para desbloqueio da couraça

Quando o apresentam o abismo

Do leite materno ao limbo

Há um cardápio de saboreados

Da subserviência da confiança

Escolha e finalidade fatais

E a gula desenfreada a náusea

Da procura existencialista

Reflexos do sentido da vida

Abusos da negligência

Na abundância da morte

Energia coletiva adultera

E bagunçada na cognição

Depressão do estômago

O faz pensar pelo fígado

Camuflagem de gordura

Engana impressão precisa

Perdoa minha indisposição

Ela tem vida própria

Anos de má nutrição

E academia de maus tratos

E as loucuras da esbornia

O álcool, baixa frequência

O pó o conduz a pó se tornar

O transforma na casa da luz vermelha

Delírio sintético

Vulnerável, aos extremos

Com razão amordaçada

postar alegria antes que passe efeito

Flash do desorientado postado

Inocência da rede dos ignorados

Do que nos alimentam

Para chegar ao ponto de devoradorado

Óleos vegetais refinados

Como a disritmia dos energético

Bloqueiam plexo solar

A chamada , da escola de si amar

Dentro do portal da Mãe terra

Profundas raízes fazem a força

a flecha de Ode aponta o caminho

Clamado pelo arauto do lamento

Vem do apelo cá do peito

A chance lançada a renascer

Reavivar a vibração de ser

Orgânica e reorientada

Da terra, fogo, água e ar

E a conexão sagrada

A cadência eloquente

Tira neblina da mente

E um punhado de grãos é magia

E meu Odu descreve o caminho

me pede que o ajude ajudar.

Que renascer é destino

E o navegar do refino

Pelo universo de possibilidades

SÉRGIO CUMINO

O CATADOR DE RESENHAS

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