APELO DO CORAÇÃO
O que ficou no coração
Perdido depois de três safena
É que no jardim da liberdade
Incongruência “animus e anima”
Ambiguidade existencial
nem sempre são flores
As toxinas drenam livre arbítrio
E desnutrem a concentração
No subsolo poesia revela
Açúcar e doce e tem seus males
Os processados na evidência
Dos mercados, nosso armário
Engodo do sabor, sabotagem interna
A boca dos condenados
E o colegiado das proteínas
São cadeiras vendidas
Organismos condensados
Tiram o mal gosto da imprudência
Dão a sentença,
Autos que descreve a morte lenta
Nova roupagem dão ao veneno
No Anúncio do intervalo da novela
Condenado a doenças modernas
Conforme a dosimetria
Dos carboidratos instantâneo
Ou a safra formosa peçonhenta
Reacionário conservantes Processados por produção
E se equilibrar nos propósitos
Empanados de sódio
Tempera o prato do ódio
A enfermidade fomenta economia
Nutrição da necropolitica
Nutre os negócios
E o aviso foi cirúrgico
De um corpo que disse:
-Eu paro aqui, chegou o limite
desse jeito siga sozinho
Para desbloqueio da couraça
Quando o apresentam o abismo
Do leite materno ao limbo
Há um cardápio de saboreados
Da subserviência da confiança
Escolha e finalidade fatais
E a gula desenfreada a náusea
Da procura existencialista
Reflexos do sentido da vida
Abusos da negligência
Na abundância da morte
Energia coletiva adultera
E bagunçada na cognição
Depressão do estômago
O faz pensar pelo fígado
Camuflagem de gordura
Engana impressão precisa
Perdoa minha indisposição
Ela tem vida própria
Anos de má nutrição
E academia de maus tratos
E as loucuras da esbornia
O álcool, baixa frequência
O pó o conduz a pó se tornar
O transforma na casa da luz vermelha
Delírio sintético
Vulnerável, aos extremos
Com razão amordaçada
postar alegria antes que passe efeito
Flash do desorientado postado
Inocência da rede dos ignorados
Do que nos alimentam
Para chegar ao ponto de devoradorado
Óleos vegetais refinados
Como a disritmia dos energético
Bloqueiam plexo solar
A chamada , da escola de si amar
Dentro do portal da Mãe terra
Profundas raízes fazem a força
a flecha de Ode aponta o caminho
Clamado pelo arauto do lamento
Vem do apelo cá do peito
A chance lançada a renascer
Reavivar a vibração de ser
Orgânica e reorientada
Da terra, fogo, água e ar
E a conexão sagrada
A cadência eloquente
Tira neblina da mente
E um punhado de grãos é magia
E meu Odu descreve o caminho
me pede que o ajude ajudar.
Que renascer é destino
E o navegar do refino
Pelo universo de possibilidades
SÉRGIO CUMINO
O CATADOR DE RESENHAS
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