EU NAVEGANTE
Barulho do isolamento
Do silêncio verborrágico
Se apruma com mar calmo
Em harmonia com oceano
Ocupa a lacuna do abandono
Quando pousa o remo
o sol brilha como ouro velho
Ilumina o legado da história
Frade em seu pequeno barco
perene como a luz reflete
olhar se projeta, ao nada solene
indaga com espírito:- Quem vem lá?
Com a luz inerente ao sábio
Chama colhida por uma vida
Flama dirige a luz do espírito
O lume moderado e eficiente
Nota que o que vem, pela vastidão
profundo quanto o mar que navega
Deveras sábio como sol da retaguarda
Sabes, quem vem lá é resgate de cá
Como transformação a novo patamar
Sem alardes ou sirenes marítima
Vem, emergiu de seu oceano
SÉRGIO CUMINO –
VIAGEM A OLODUMARÉ

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