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domingo, 23 de agosto de 2026

SOMBRAS DO PARLAMENTO


  SOMBRAS DO PARLAMENTO 

O lado sombrio 

Corrompe conforme o medo

Adultera os limites 

A náusea dos parâmetros 

O receio sôfrego excita 

Reduz no caminho ardil

*

A carne se torna sebo

A crisma do oculto 

Valor não persiste 

Aquilina o novo servil 

Que enreda o passo nulo

À oportunidade que tramita 

*

A margem habita seu covil

Distante da casualidade 

Olha o nariz desde cedo 

Passa a ser o rancor e vulto 

Olfato do delito

Tudo que previste 

*

Na falsidade tornou astuto 

Caçador de vontade 

Não realiza, da pulos

Dentro dos esquemas 

Passou fuligem na saudade 

Furtam o próprio dogma

*

Os Ditames do sonho 

Tentam desviar da calamidade 

Alivia a coleira apertada 

Mas elencaram seus sócios 

Abre-se o culto do demônio 

Em nome do senhor 

*

A astúcia dos negócios 

É a paridade entre Deus e o diabo 

O fulgor da tentação 

Sob o templo um sem teto 

Encontra-se em Fausto 

Liberta o servo de Deus 

*

Com sombrio da gentileza 

E passa a ter aspecto 

Anula o eu pelo mim

E foge dos oceanos 

A defesa do olhar perdido 

O corvo que devora vísceras

*

As entranhas do bem aventurado

Ostenta ser desonesto 

Para iludir a região dos desejos 

Cria a resignação coletiva 

Tira o perfume do jardim 

Tal como o espírito republicano 

*

Alimenta corrente do subterrâneo 

Total desprezo ao entorno 

O método dos seus planos 

O espectro caminho do beco 

Não há palestra no papo reto 

Corrompe-se no pó, grupo e culto 

Aparelhado no conceito de Deus 

*

FRÊMITOS DO ILÊ-SÉRGIO CUMINO 

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