SOMBRAS DO PARLAMENTO
O lado sombrio
Corrompe conforme o medo
Adultera os limites
A náusea dos parâmetros
O receio sôfrego excita
Reduz no caminho ardil
*
A carne se torna sebo
A crisma do oculto
Valor não persiste
Aquilina o novo servil
Que enreda o passo nulo
À oportunidade que tramita
*
A margem habita seu covil
Distante da casualidade
Olha o nariz desde cedo
Passa a ser o rancor e vulto
Olfato do delito
Tudo que previste
*
Na falsidade tornou astuto
Caçador de vontade
Não realiza, da pulos
Dentro dos esquemas
Passou fuligem na saudade
Furtam o próprio dogma
*
Os Ditames do sonho
Tentam desviar da calamidade
Alivia a coleira apertada
Mas elencaram seus sócios
Abre-se o culto do demônio
Em nome do senhor
*
A astúcia dos negócios
É a paridade entre Deus e o diabo
O fulgor da tentação
Sob o templo um sem teto
Encontra-se em Fausto
Liberta o servo de Deus
*
Com sombrio da gentileza
E passa a ter aspecto
Anula o eu pelo mim
E foge dos oceanos
A defesa do olhar perdido
O corvo que devora vísceras
*
As entranhas do bem aventurado
Ostenta ser desonesto
Para iludir a região dos desejos
Cria a resignação coletiva
Tira o perfume do jardim
Tal como o espírito republicano
*
Alimenta corrente do subterrâneo
Total desprezo ao entorno
O método dos seus planos
O espectro caminho do beco
Não há palestra no papo reto
Corrompe-se no pó, grupo e culto
Aparelhado no conceito de Deus
*
FRÊMITOS DO ILÊ-SÉRGIO CUMINO

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