Se a beleza é de Oxum
Ela tem coração dourado
Mais que o encanto de vir ave rara
Nem o inconsciente chega ao deleite
Suas pupilas sorriam; quem dera
Planetas brilhantes
É a galáxia da ternura
Parece, não é improvável
O bom senso saiu de mim
cabelos de imponência Obsidiana
Uniram-se no ombro esquerdo
Encobre o coração, estima prelúdio
Atrás das cortinas negras
Moliére anuncia o primeiro ato
Aferi a percussão da sonata
Um, dois , três, podia mais
Mas cá dentro acelerou
O espetáculo já havia começado
Alegria tímida se nega a acreditar
Até os sonhos ficaram sem chão
Sempre aquém do que os olhos veem
Decide criar nova ordem de fé
A intuição supera probabilidade
A esperança é a ultima que morre
Ou acabou de adiantar o relógio
A beleza em si é uma sentença
A qual o admirador se dá a pena
E tamanha graça apura o despojo
O desejo fica em estado escusado
Precaução ao frisson pede
A onda que o desconcertou deveras
Se quer tinha um timbre para desejar bom dia
Se perguntar; porque me olhas?
Saída, seria improvisar libras
As palavras estavam no vestiário,
Ou melhor; Dicionário trocando de roupa
Que rebuscasse a prosódia
e não perder o caminho de casa
A beleza é simetria
Mas a belezura, essa é eterna
É música que se materializa
Em uma brasilidade Hermosa
Mais que demais,
a estética da Deusa de Vênus
Cuja imagem remete o Abebê de Oxum
Mulher das camélias, de olhos celestes
Entreabre a boca carmim
No centro das pombas brancas
Expira magia do amor.
Se foi vítima presencial,
não haverá por onde escapa
A flecha da paixão é certeira
*
FRÊMITOS DO ILÊ
SÉRGIO CUMINO

Nenhum comentário:
Postar um comentário