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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

BELDADE LATINA

BELDADE LATINA 

 Se a beleza é de Oxum 

Ela tem coração dourado 

Mais que o encanto de vir ave rara 

Nem o inconsciente chega ao deleite 

Suas pupilas sorriam; quem dera 

Planetas brilhantes 

É a galáxia da ternura 

Parece, não é improvável 

O bom senso saiu de mim

cabelos de imponência Obsidiana

Uniram-se no ombro esquerdo 

Encobre o coração, estima prelúdio 

Atrás das cortinas negras 

Moliére anuncia o primeiro ato

Aferi a percussão da sonata 

Um, dois , três, podia mais

Mas cá dentro acelerou 

O espetáculo já havia começado 

Alegria tímida se nega a acreditar 

Até os sonhos ficaram sem chão 

Sempre aquém do que os olhos veem

Decide criar nova ordem de fé 

A intuição supera probabilidade 

A esperança é a ultima que morre

Ou acabou de adiantar o relógio

A beleza em si é uma sentença 

A qual o admirador se dá a pena 

E tamanha graça apura o despojo 

O desejo fica em estado escusado 

Precaução ao frisson pede 

A onda que o desconcertou deveras 

Se quer tinha um timbre para desejar bom dia 

Se perguntar; porque me olhas?

 Saída, seria improvisar libras

As palavras estavam no vestiário, 

Ou melhor; Dicionário trocando de roupa 

Que rebuscasse a prosódia 

e não perder o caminho de casa

A beleza é simetria 

Mas a belezura, essa é eterna 

É música que se materializa 

Em uma brasilidade Hermosa 

Mais que demais,

a estética da Deusa de Vênus

Cuja imagem remete o Abebê de Oxum 

Mulher das camélias, de olhos celestes

Entreabre a boca carmim 

No centro das pombas brancas

Expira magia do amor. 

Se foi vítima presencial, 

não haverá por onde escapa 

A flecha da paixão é certeira 

*

FRÊMITOS DO ILÊ 

SÉRGIO CUMINO 


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