OLHO NO OLHO
Perspectivas se abatem
Arrancadas do colo
Na apologia da barbárie
Apostam na causa e efeito
Do leque a molécula
Mãos preparada ao saque
Enfraquecendo o sujeito
Misoginia sem disfarce
Nas diretrizes do método
Mantendo terras secas
Crítica da razão impura
E sua evolução pungente
Afere ao centro do peito
Mas a cultura resiste marginal
E rompe com essas correntes
E vitaliza os afetos
Contraste anomalias narrativas
Somada a marcha das mulheres pretas
Derrubam o fórceps do parto animal
A hegemonia constrangida
Diante da revolução passiva
Estão engajadas contra tretas
São elas as sufragistas
Que estabelece o teto
Que Suplanta a ameaça
A causa dessas fendas
Catarse da resistência
Desmonta essas seitas
São chão de fábrica
Que impede a curatela
Papo reto, é anatomia que não as pertence
Porque é olho no olho, que as convence
SÉRGIO CUMINO
FILHO DE SALAMANDRA

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