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domingo, 26 de julho de 2026

OLHO NO OLHO

OLHO NO OLHO

Perspectivas se abatem 

Arrancadas do colo

Na apologia da barbárie 

Apostam na causa e efeito 

Do leque a molécula 

Mãos preparada ao saque 

Enfraquecendo o sujeito 

Misoginia sem disfarce 

Nas diretrizes do método 

Mantendo terras secas 

Crítica da razão impura 

E sua evolução pungente 

Afere ao centro do peito 

Mas a cultura resiste marginal 

E rompe com essas correntes 

E vitaliza os afetos 

Contraste anomalias narrativas 

Somada a marcha das mulheres pretas 

Derrubam o fórceps do parto animal 

A hegemonia constrangida 

Diante da revolução passiva

Estão engajadas contra tretas 

São elas as sufragistas

Que estabelece o teto

Que Suplanta a ameaça

A causa dessas fendas

Catarse da resistência 

Desmonta essas seitas

São chão de fábrica 

Que impede a curatela 

Papo reto, é anatomia que não as pertence 

Porque é olho no olho, que as convence

 SÉRGIO CUMINO 

FILHO DE SALAMANDRA 

 

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